O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Norte) e da Promotoria de Justiça de Ecoporanga, deflagrou nesta quinta-feira (6) a quarta fase da Operação Varredura, denominada Eco do Inhambu, nos municípios de Ecoporanga e de São Gabriel da Palha. De acordo com o MPES, a operação investiga fraudes em contratos no setor de coleta e tratamento de lixo em diversos municípios capixabas. A ação tem participação e apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES.

 

“Além de mandados de prisão temporária, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão na sede da Prefeitura e da Secretaria de Meio Ambiente de Ecoporanga, e na residência dos investigados, em ambos os municípios. O objetivo é apreender documentos, computadores, mídias e outros equipamentos visando apurar a prática, em tese, de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, formação de quadrilha, fraude à licitação, tráfico de influência, dentre outros” – detalha o MPES.

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Além de subsidiar a investigação, as provas colhidas nesta nova etapa da operação serão usadas em outras apurações sigilosas em curso, conforme explica o Ministério Público. “As investigações estão sendo conduzidas por cinco promotores de Justiça, com participação e apoio de 13 policiais do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, além de outros servidores”.

 

FASES DA OPERAÇÃO VARREDURA

A primeira fase da Operação Varredura foi deflagrada pelo MPES, por meio do Gaeco-Norte e da Promotoria de Justiça Criminal de São Mateus, com participação e apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, no dia 29 de agosto de 2017, nos municípios de São Mateus, Jaguaré, São Gabriel da Palha e Vila Velha. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e três de conduções coercitivas, deferidos pelo Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de São Mateus.

O objetivo foi apreender documentos, computadores, mídias e outros equipamentos e materiais para apurar a prática, em tese, de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, formação de quadrilha, fraude a licitação, tráfico de influência, dentre outros. O nome da operação é uma referência à necessidade de varrer a corrupção no setor de coleta e tratamento de resíduos sólidos em municípios do Estado.

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No dia 31 de agosto de 2017, foi deflagrada a segunda fase da operação, nos municípios de Ponto Belo, São Gabriel da Palha e Baixo Guandu. Foram cumpridos cinco mandados de buscas e apreensões, cinco mandados de conduções coercitivas e dois mandados de prisão preventivos. O empresário Richelmi Milke, dono da empresa RT Empreendimentos e Serviços Ltda, foi preso em São Gabriel da Palha. Também foram apreendidos documentos, computadores, mídias e outros equipamentos e materiais.

A terceira fase da operação foi deflagrada no dia 26/02/2019 sob a denominação de “Retomada” nos municípios de Montanha, São Gabriel da Palha, Colatina e João Neiva, onde foram cumpridos sete mandados de buscas e apreensões, sendo apreendidos cinco celulares, três notebooks, dois computadores (CPU), além de 68 folhas de cheque assinadas e preenchidas no valor de R$1.000,00 e vasta documentação referente a processos licitatórios.

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