O Grupo Teatral Arte Cultural Ascensão realiza nesta sexta-feira o Auto da Paixão de Cristo e, segundo os organizadores, o espetáculo foi preparado para emocionar e mostrar o amor de Cristo às pessoas através da arte. A apresentação está prevista para iniciar às 19h30, na área atrás da Escola Santa Terezinha, no Bairro Santa Tereza (Ponte).

Neste ano serão 110 atores em cena. No entanto, o número de envolvidos, contando figurantes e produção, deve chegar a 150 voluntários.

A direção do espetáculo e feita por Willian Gonçalves Ribeiro, Gelson Pandolfi, Elias Ortolani, Adma Santa Rosa e Nanzinha Correia. Willian, ator que interpreta Caifás, reforça que o palco já está decorado, a iluminação e som instalados. “Está tudo pronto”.

Segundo ele, os atores intensificaram os ensaios nos últimos dias em preparação para o espetáculo desta sexta. “Vai ser muito emocionante e nesse ano, como de costume, iremos ter uma abertura sobre a Campanha da Fraternidade, que traz o tema Fraternidade e Amizade Social e o lema Vós Sois Todos Irmãos e Irmãs. Representa um trabalho de evangelização” – frisa.

O cenário para a apresentação do Auto da Paixão de Cristo no Bairro Ponte está pronto e a direção do Grupo Teatral Arte Cultural Ascensão promete muita emoção nesta sexta-feira.
Foto: Tatiana Milanez/TC Digital

Ele sustenta que o objetivo do grupo teatral Ascensão é mostrar ao público o amor de Cristo pelas pessoas através da arte. “Já estamos há 32 anos nesse serviço que para nós é um motivo de grande alegria” – afirma.

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Ele ainda descreve o personagem que interpreta. “O esperto e político Caifás. Interpretar um personagem bíblico conhecido por planejar a morte de Jesus junto a outros líderes não é fácil. Nesse teatro, sou o vilão. É um desafio fazer o papel. Entretanto, estamos dando o nosso melhor para poder fazer a evangelização de forma envolvente e emocionante através da arte” – reforça.

 

GRUPO ASCENSÃO

O Grupo Teatral Arte Cultural Ascensão realizou o primeiro Auto da Paixão de Cristo em 1992. Na ocasião, a encenação foi dividida em dois momentos: na Quinta-Feira Santa, com a encenação da Santa Ceia e Lava-Pés, e na Sexta-Feira Santa, com a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

O grupo continuou com a preparação para apresentações, no entanto, só voltou a encenar o Auto da Paixão de Cristo em 1996. Em 1997, o número de participantes havia crescido, porém não havia cenário. No ano de 1998 o grupo registrou o nome Ascensão e por meio de ações sociais e apoio de parceiros, como o jornal Tribuna do Cricaré, conseguiu confeccionar mais figurinos e atuou com 50 atores e cenário simples.

Em 1999, o Grupo Teatral apresentou o Auto da Paixão de Cristo pela primeira vez em um único dia, com quase 100 atores e um público significativo. Para o Grupo Ascensão, 2000 foi o “ano da glória”. O Auto foi encenado desde a entrada de Jesus em Jerusalém até a sua Ascensão. Cerca de 200 pessoas estiveram envolvidas, entre atores, figurantes e técnicos. O público presente foi de 4 mil pessoas. Em julho do ano 2000 foi criada a Associação do Grupo Ascensão.

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A conquista do próprio espaço com 10.000 metros quadrados veio em 2001, o que possibilitou se apresentar em espaço definitivo. Desde então, o grupo vem crescendo e se apresentando toda Sexta-Feira Santa com antigos e novos integrantes. A cada ano, a abertura é feita conforme o tema da Campanha da Fraternidade.

 

Atores faltam de suas emoções e personagens

Júnior Locatelli interpreta Judas e detalha que alguns atores que vão encenar a Paixão de Cristo já estão no grupo há mais de 20 anos. “Em anos anteriores, já reunimos mais de oito mil espectadores em nossas apresentações” – ressalta.

Ele destaca que o Grupo Ascensão tem apoio da Prefeitura de São Mateus, por meio da Secretaria de Cultura. “Agradecemos também a Tribuna do Cricaré que nos ajuda a divulgar a nossa forma de evangelizar e contar a maior história, do maior livro do mundo, Jesus e a Bíblia, que são nossa fonte de pesquisa e inspiração” – frisa.

Elias Ortolani faz parte da direção do Grupo Ascensão há 32 anos. Ele interpretou Jesus Cristo e atuou ao lado da esposa Lena Ortolani por 15 anos. Há dois anos faz o papel de Pilatos. Para ele, o sentimento é a emoção. “O meu desafio agora é interpretar Pilatos. Jesus nos fala de libertação e Pilatos nos fala de condenação” – afirma.

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O papel principal, Jesus Cristo, neste ano é interpretado por Edmar Pinheiro Januário. Ele ressalta a importância do momento. “Fazer um papel como Jesus significa muito, nos muda como seres humanos”.

O diabo será interpretado por Mônica Pereira, que frisa que o público pode esperar um personagem marcante “com características próprias que traz uma perspectiva de algo assustador e uma pitada de beleza, assim como o pecado: belo e assustador” – salienta.

Cristiane Marinho Silva fará o papel de Maria, mãe de Jesus. “O espetáculo vem apresentar o maior ato de amor de Cristo pela humanidade e por cada um de nós” – afirma Cristiane.

 

Foto do destaque: Tatiana Milanez/TC Digital

 

 

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