Pesquisa realizada pelo Sebrae, entre o fim de abril e o início de maio, demonstra que as cooperativas financeiras mantêm uma taxa de sucesso de mais de 30% na concessão de crédito para os pequenos negócios durante a pandemia do coronavírus. O índice é quase três vezes maior do que o registrado nos bancos privados (11,8%) e nos públicos (9,5%), conforme detalha a assessoria do Sicoob.

“Esses números demonstram que o cooperativismo está realmente preocupado com a crise econômica que o coronavírus trouxe ao País e, especificamente, a micros, pequenos e médios empresários”, afirma Marco Aurélio Almada, presidente do Bancoob e Sicoob.

“No Sicoob, nós mantivemos uma concessão de crédito mais arrojada, pois nosso sistema opera com um grande foco: prover aos cooperados o que eles precisam de uma instituição financeira. Neste cenário, é o crédito. Justamente por isso, em períodos de crises, são os momentos em que mais crescemos, pois praticamos a justiça financeira” – explica.

De acordo com o Sicoob, no segundo bimestre de 2020 o sistema liberou cerca de R$ 8,2 bilhões de crédito para PJ, ante a R$ 6,1 bilhões no mesmo período de 2019. “Ou seja, a carteira cresceu 34% durante a crise do coronavírus”, destaca.

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“Ao contrário do sistema bancário tradicional, o Sicoob adotou medidas para amenizar os impactos da pandemia no bolso dos cooperados. Por exemplo, houve redução de 0,15% a.m. nas taxas de crédito para PJ. Ainda que não haja uma queda expressiva, nós não praticamos aumento, como foi observado entre os bancos” – conta Almada.

Segundo o executivo, a principal explicação “para um índice de sucesso tão alto, é que as cooperativas são instituições sem fins lucrativos, pertencendo ao cooperado e à comunidade em que estão inseridas. “É um bem colaborativo”. Com isso, no primeiro trimestre de 2020, o Sicoob detalha que atingiu a marca de 4,7 milhões de cooperados, “um número 8,5% maior do que o registrado um ano antes”.

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