Nove pessoas foram presas em operação da Polícia Civil quinta-feira (14). Entre os detidos foi apreendido um adolescente de 17 anos, no Morro do Macaco, em Vitória. Ele é suspeito de ter envolvimento no tiroteio ocorrido durante um baile funk, realizado no dia 27 de janeiro, no Bairro Primeiro de Maio, em Vila Velha.  O crime resultou na morte de duas pessoas, além de outros 13 feridos.

De acordo com mensagem enviada à Rede TC pela assessoria da Polícia Civil, a operação contou com a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, com apoio da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Mulher (DHPM), do Serviço de Inteligência e Planejamento (Siplan) e das DHPP de Cariacica, Serra, Guarapari, Vitória e Viana.

Na operação da Polícia Civil foram apreendidos 127 comprimidos não-identificados, cartelas de comprimido de sulfato de ferro, 130g de ácido bórico, 150g de cocaína, 120g de cafeína, 10 pedras de crack, 2,9kg de maconha e mais 1,1kg de crack. -Foto: Polícia Civil/Divulgação

O adolescente foi apreendido durante uma operação que contou com a participação de 54 policiais civis e foi realizada nos bairros Alecrim e Zumbi dos Palmares, em Vila Velha, e nos bairros Tabuazeiro e Morro do Macaco, em Vitória. Segundo o adjunto da DHPP, delegado Daniel Belchior, os policiais já prenderam outros dois envolvidos no tiroteio do baile funk. O adolescente foi identificado no dia do crime e estava sendo monitorado desde então.

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“Ele ajudou a atirar nas pessoas e, inclusive, chegou a ser ferido, porém recebeu alta e foi liberado 15 minutos antes da nossa chegada. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os familiares ainda tentaram o esconder embaixo de uma cama, mas o adolescente foi encontrado e detido” – explicou Belchior.

O delegado adjunto da DHPP relatou que a operação teve múltiplos objetivos. “Nós também tínhamos o objetivo de desarticular a organização de tráfico de drogas que atua no Bairro Alecrim, em Vila Velha. Por isso cumprimos 13 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão” – informou.

A ação resultou na prisão de T.M.G., de 19 anos; F.R., de 24 anos; L.S.M., de 20 anos, todos suspeitos de homicídio e tráfico de drogas. Com eles também foi apreendido um adolescente de 17 anos, que possuía um mandado de busca e apreensão em aberto por tráfico de drogas.

“Outras quatro pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas e associação ao tráfico. São elas: A.L.C., de 26 anos; L.E.N.M., de 20 anos; E.M.F., de 19 anos, e J.C.V.F., de 41 anos.  Também foram apreendidos 127 comprimidos não-identificados, cartelas de comprimido de sulfato de ferro, 130g de ácido bórico, 150g de cocaína, 120g de cafeína, 10 pedras de crack, 2,9kg de maconha e mais 1,1kg de crack” – relata a Polícia Civil.

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O responsável pela DHPP, delegado Gianno Trindade, informou que devido a um recente entendimento dos Tribunais Superiores foi possível aumentar a resolutividade das investigações dos homicídios ocorridos em Vila Velha. “Nós estamos conseguindo incriminar os mandantes dos homicídios e, com isso, estamos conseguindo chegar até a liderança das organizações criminosas”, revelou.

O delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, explicou que esse entendimento está sendo aplicado no Rio de Janeiro e que o Espírito Santo passou a usá-lo há quase dois anos. “Essa nova teoria é conhecida como Teoria do Domínio Final do Fato, que começou a ser utilizada a partir do Mensalão. Por causa dela, os chefes do tráfico que, muitas vezes, nem chegam a ter contato direto com as drogas, estão sendo condenados a penas maiores. A teoria atesta o domínio intelectual desses suspeitos mesmo que eles não tenham colocado, diretamente, a mão na massa” – explicou.

Daniel Belchior disse ainda que conta com o apoio da população para ajudar na localização do chefe dessa organização criminosa de tráfico de drogas que atua no Bairro Alecrim e na identificação do quarto suspeito de ter envolvimento no tiroteio do baile funk. “Por isso nós contamos com o apoio de toda população para nos comunicar de qualquer informação. O Disque-denúncia (181) garante o sigilo” – completou.

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Vitória

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