Empresas brasileiras precisam se preparar para a Quarta Revolução Industrial. É o que aponta o levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O estudo revela que 32% das 227 empresas brasileiras entrevistadas pela entidade disseram não saber o que é a chamada indústria 4.0, conforme mensagem enviada à Rede TC pela assessoria da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

Além disso, apenas 5% das empresas brasileiras se sentem “muito preparadas” para enfrentar os desafios da Quarta Revolução Industrial. O resultado coloca o Brasil em risco de ficar de fora da nova economia mundial. A preocupação foi agenda prioritária da reunião do Conselho de Política Industrial da Confederação Nacional da Indústria (Copin).

Presidente da Findes e também do Conselho, Léo de Castro reforçou que a indústria precisa avançar. “O Copin tem se dedicado a discutir propostas para disseminação dos conceitos da quarta revolução industrial, políticas públicas para fomento e adoção de tecnologias digitais aplicadas ao processo produtivo, sempre com o objetivo de aumentar a produtividade das empresas” – apontou Leo.

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Quarta revolução da indústria começou com difusão das tecnologias da comunicação

O estudo explica que a Quarta Revolução Industrial começou com a difusão das tecnologias da comunicação desenvolvidas nas últimas décadas do século 20 e se intensificou com os avanços na inteligência artificial e na biotecnologia.

“A Partir da primeira década do século 21, numa velocidade muito maior do que as três revoluções anteriores, passou a envolver o conjunto de recursos produtivos propiciados por tecnologias de robótica e inteligência artificial, que vem possibilitando grandes ganhos de produtividade e de competitividade em todo mundo”, ressaltou o Leo de Castro.

Para o presidente da Findes, a indústria capixaba está no caminho certo e não pode parar. “Sabemos que a maioria das indústrias ainda não estão preparadas para a indústria 4.0. Nosso papel é impulsionar e promover um ciclo de desenvolvimento mais inovador para as empresas capixabas”, ressaltou.

PAUTAS DA REUNIÃO

Entre as pautas prioritárias do encontro o Novo Marco Regulatório do Inmetro chamou atenção. A presidente do Inmetro, Angela Furtado, falou sobre a nova estratégia que tem como objetivo principal reduzir a burocracia e avaliar benefícios e riscos, a fim de propor um posicionamento da indústria.

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Além disso, o novo plano de ação para 2020 da ABDI também foi destaque. O novo planejamento atende as principais recomendações que vinham sendo feitas pelo Conselho: concentrar os esforços em ações com maior impacto; maior integração com as ações do governo federal, visando somar esforços; explorar parcerias com outras entidades para a execução de projetos, especialmente com as entidades que compõem o conselho da ABDI, como a CNI.

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