Alegando muita dificuldade para fechar as contas de 2018, o secretário de Administração e Finanças de Jaguaré, Valmir Eduardo Rosa, afirma que um desequilíbrio financeiro poderá levar a Prefeitura a deixar de honrar alguns compromissos com fornecedores. Em entrevista por telefone à Rede TC na tarde desta segunda-feira (3), o secretário frisou que a receita do Município diminuiu além das expectativas, ainda como reflexo da grave crise hídrica que atingiu a região. Ele pondera que a meta é não atrasar salários dos servidores, mas não descarta completamente essa possibilidade.

“É possível sim [que haja atrasos no pagamento de pessoal], com certeza, mas a gente trabalha tentando manter. Pelo menos a folha a gente está tentando aqui. Mas os fornecedores, não posso garantir. Se eu falar que estou pagando em dia hoje, estou sendo omisso. A gente não consegue pagar em dia mesmo por falta de recursos. Mas a gente vem trabalhando para tentar ir honrando os compromissos de acordo com o que vai sendo possível. É claro, com muita redução de gastos, algumas medidas para reduzir” – explica Valmir.

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O secretário afirma também que o levantamento, que deve ficar pronto até o final deste mês, apontará o resultado financeiro do Município de 2018. “Ainda não fechamos. Na verdade, estamos aqui fazendo levantamento para estar encerrando as atividades dentro do que a gente espera, mas com muita dificuldade. Pelos nossos cálculos, é possível afirmar que teremos [déficit financeiro], mas só posso afirmar depois que finalizar o levantamento. Não dá para afirmar isso de concreto” – explica Valmir.

Conforme o secretário, os agricultores e o comércio vêm sofrendo com um conjunto de eventos desencadeado pelos momentos de longa estiagem. Ele frisa que os reflexos ainda serão sentidos em 2019 e projeta um ano com rédeas curtas. “Estamos colhendo o que aconteceu nos anos anteriores e acredito que até 2019 o período de estiagem ainda vai trazer problemas com queda de receita. Os nossos índices de repasses caíram referente aos do ano de 2019. A gente está acreditando que vai melhorar, temos que acreditar” – acrescenta.

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De acordo com Valmir, o planejamento está sendo feito em cima do orçamento enviado para a Câmara Municipal e que ele acredita que será votado na próxima sessão. O secretário descreve que o orçamento, aproximado, para 2019 está em R$ 85 milhões, “o que dá mais ou menos igual ao deste ano”.

Valmir: “O que nos sufoca, hoje, é o gasto com a saúde”

O secretário de Administração e Finanças, Valmir Eduardo Rosa, salienta que as despesas com a saúde no Município consomem boa parte da receita. Ela afirma que, hoje, o Município gasta mais que o dobro estipulado em lei para a saúde porque mantém uma maternidade em funcionamento.

“A gente vem reduzido os gastos em todos os setores, mas o que nos afeta aqui hoje é o gasto com saúde. Oferecemos à população uma maternidade. A questão da saúde é o que nos sufoca. Os repasses dos governos estadual e federal são mínimos, cortaram muitas coisas. A gente banca praticamente a saúde do Município, que está mais do que o dobro do que é determinado em lei. O que nos sufoca, hoje, é o gasto com saúde” – disse o secretário.

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Valmir destaca ainda que o custo da maternidade é altíssimo. “E não estou dizendo que não é necessário. Se tivesse um incentivo, nos ajudaria bastante. Era para ter sido atualizado o que já tinha, mas, na verdade, foi cortado parte do que era feito. Se não, e mesmo com as medidas que a gente vem tomando, não estaríamos passando por esse aperto, esse arrocho, esse sufoco com os gastos com a saúde, que na verdade consomem boa parte da receita”.

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