A Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) apresentou novo balanço da Operação Carnaval de 2019. “Os números mostram que o ano foi o menos violento em relação a homicídios dolosos desde o início da série histórica, em 2001, com 15 mortes. A redução é de 32% em relação ao mesmo período de 2018, quando 22 assassinatos aconteceram” – detalha a Sesp.

Nenhum homicídio foi registrado em local de folia em todo o Espírito Santo. Também não houve registro de homicídio em nenhum município da Região Sul. De acordo com o secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Sá, o dado é positivo, mas ainda não merece uma comemoração, visto que vidas foram perdidas.

“Tivemos um Carnaval de 2019 com menos mortes violentas desde 2001. Esse resultado não é por acaso. Parabenizo as instituições e a cada servidor público que participou. Mostra um trabalho que está sendo feito desde o início do ano, de operações integradas e coordenadas. Ressalto os papéis da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Detran, Polícia Rodoviária Federal e as guardas municipais, que cumpriram bem o papel. Esses números são inéditos, mas não há o que comemorar, pois vidas foram perdidas e nos levam a refletir e continuar o trabalho” – afirmou.

Polícia Civil

O delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, destacou que o trabalho de conscientização e aumento da confiança com as delegacias de Proteção à Mulher causou um aumento no número de denúncias por parte das vítimas, o que resulta em efeito no aumento do número de casos.

Durante o Carnaval, 70 autores de violência doméstica e de crimes contra a dignidade sexual da mulher foram presos em flagrante e 94 mulheres fizeram pedido de Medida Protetiva.

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“A polícia trabalhou intensamente para coibir esses crimes. Fizemos 94 pedidos de medidas protetivas. As vítimas estão tendo confiança, estão procurando e denunciando em razão de todo o trabalho que é feito pela política do Estado, o Estado Presente, Ministério Público, Poder Judiciário e das próprias polícias. Elas estão encorajadas a denunciar e isso então faz com que aquelas pessoas que estão pensando em agredir pensem que serão reprimidas e presas” – afirmou.

O delegado-geral ainda lembrou que a Polícia Civil realizou duas operações, uma em janeiro e outra uma semana antes do Carnaval, que resultou na prisão de 36 agressores de mulheres.

“A Polícia Civil fez um trabalho repressivo, mas também um trabalho preventivo com as duas operações ‘Marias’, no meio de janeiro e na semana antes do Carnaval, com 36 prisões de agressores de mulheres por prisão preventiva. Trabalhamos também com o programa ‘Homem que é Homem’, que trabalha os lados reflexivos tanto do homem agressor, como da mulher que é vítima. Estamos tendo grandes resultados nesse sentido e não tivemos, até agora, nenhuma reincidência com relação as pessoas que estão sendo tratadas” – completou.

Polícia Militar

A Polícia Militar registrou 12.330 ocorrências durante o período do Carnaval, mais da metade na Grande Vitória. As ações preventivas da PM se espalharam por todos os municípios do Estado. Aproximadamente 7.200 veículos e 12 mil pessoas foram abordadas somente na Grande Vitória.

“No total, 503 pessoas foram conduzidas à delegacia, um aumento de 23% em relação ao ano passado. Outro resultado foi o aumento de 90% no número de armas de fogo apreendidas, sendo 42 em 2019, contra 22 em 2018” – complementa a assessoria da Sesp.

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Na questão de abordagens a veículos, em uma ação conjunta ao Detran, houve um aumento de 428% de notificações registradas. Ao todo, a quantidade passou de 206 para 1.078 multas, sendo 56 relativas à embriaguez ao volante.

“Por conta da ostensividade da PM e da ação investigativa da Polícia Civil, que também trabalharam em conjunto, houve 25% de redução de veículos roubados, em relação a 2018. Ainda, o número de apreensões de drogas também foi significativo, cerca de 10kg, somente em operações ostensivas da Polícia Militar” – detalha a Sesp.

O comandante-geral da PM, coronel Moacir Leonardo Barreto, destacou a redução na quantidade de homicídios. “Quero destacar a questão da redução de homicídios, um trabalho de integração, não só no eixo de proteção policial, mas também de proteção social. Foi reimplantado neste governo o Programa Estado Presente, que tem como foco a prevenção e a repressão de crimes de homicídios. Na questão policial, estamos agindo fortemente na captura de homicidas. Desta forma, experimentamos a maior redução de período de Carnaval desde 2001, 31% menor” – afirmou.

No aspecto negativo, 11 ocorrências de hostilidade contra policiais militares foram registradas. Essas ações foram verificadas em eventos clandestinos, não autorizados pelo poder municipal, que aconteceram após os horários programados.

Corpo de Bombeiros

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Alexandre Cerqueira, destacou o trabalho diferenciado das unidades de resgate durante o Carnaval em todo o Estado. O coronel contou como o trabalho funcionou nas áreas de folia. “Nós tiramos nossas viaturas de resgate de dentro dos quartéis e colocamos na rua, para atender direto à população, assim conseguimos um resultado mais efetivo”, ressaltou.

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Cerqueira ainda levantou um dado importante sobre o feriado festivo deste ano. Foram registrados somente quatro casos de afogamento, todos sem morte. O número contrasta com os 54 registros do ano de 2018. Uma queda significativa. “Nosso trabalho de conscientização, com campanhas nas praias, fazendo ações de prevenção, surtiu um excelente resultado final e conseguimos essa baixa quantidade de afogamentos e muitas vidas poupadas”, disse

Detran

O diretor-geral do Detran, Givaldo Vieira, ressaltou que o trabalho da instituição, de fiscalização e conscientização da população, vem dando resultados desde o início do ano. “No Carnaval, o trabalho mostrou-se na direção correta, em parceria com outros órgãos estaduais e a Polícia Rodoviária Federal (PRF)”.

“A proteção à vida dos capixabas e turistas no trânsito é prioridade definida pelo governador Renato Casagrande. Por isso, o Detran trabalhou de maneira integrada, com ações de fiscalização junto à Polícia Militar, Guarda Municipal e Polícia Rodoviária Federal, para não permitir que condutores em condições de irregularidade trafegassem pelo Estado. Neste sentido, as notificações de trânsito aumentaram em 428% no Carnaval em comparação ao mesmo período em 2018. Também realizamos, no Carnaval, 24 ações educativas em blocos, praias e shows de norte a sul, abordando mais de 10 mil pessoas, com foco na conscientização sobre os riscos da mistura bebida e direção” – assinalou Givaldo.

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