As equipes da Prefeitura que acompanham a situação de moradores de locais de risco estão preparando relatórios e apontam que, até a noite desta segunda-feira, foram identificadas 52 famílias impactadas pelas chuvas intensas que caem no Município neste mês de janeiro. De acordo com dados apresentados na noite desta segunda-feira (29) pelo secretário de Defesa Social, Roberto Mota, das famílias impactadas, cinco foram desalojadas e uma ficou desabrigada.

Ele explica que os estudos vão embasar as decisões do prefeito quanto a decretar ou não situação de emergência no Município as chuvas persistirem. No entanto, detalha que em dezembro a Prefeitura já havia baixado decreto de situação de emergência por 180 dias devido à estiagem prolongada registrada no segundo semestre de 2023.

Somente nos últimos sete dias foi registrado um acumulado maior que 200mm de chuvas, entre os dias 22 até esta segunda-feira (29). Este volume é superior à média de chuvas para janeiro inteiro na região, que é em torno de 150mm, segundo a série histórica medida pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Em todo o mês de janeiro São Mateus recebeu 326,6mm de chuvas, conforme dados do Inmet até as 17h desta segunda, um recorde nos últimos 10 anos para o período em São Mateus.

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Foto: Secom-PMSM/Divulgação

De acordo com a Secretaria Municipal de Comunicação, durante todo o final de semana e nesta segunda-feira, equipes das secretarias de Defesa Social e de Assistência Social, além da Secretaria de Obras, percorreram os pontos mais críticos do Município afim de elaborar relatórios para embasar a decisão do prefeito.

A Secretaria de Assistência Social relatou ainda que recebeu, ao longo dos últimos sete dias, muitas ligações e chamadas via WhatsApp com vídeos relatando transtornos como alagamentos, destelhamentos e voçorocas –valas escavadas pela passagem da água das chuvas.

Na lista de localidades com ocorrências estão Itauninhas e Nova Lima –destelhamento e risco de desabamento–, bairros Eldorado e Guriri –ruas alagadas com água começando a entrar em residências– e Cricaré –uma voçoroca num ponto de captação de águas pluviais.

“Todos os relatos e ocorrências que estão chegando para nós, na Assistência Social, estão sendo encaminhados para a Defesa Social, que faz as vistorias e retorna o laudo para que, quando é o caso, tomemos as providências necessárias. Estamos em campo concluindo as verificações. A lista de prejuízos em residências vem crescendo” – reforça a secretária de Assistência Social, Marinalva Broedel.

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AINDA SOB ALERTA

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com um acumulado de chuvas de 326,6mm –dados da estação automática localizada no Bairro Litorâneo até as 17h desta segunda– e de 345,8 –dados da estação automática do Cemaden localizada em Guriri até as 17h desta segunda–, janeiro de 2024 já registra o dobro do volume de chuva esperada para São Mateus neste período, um recorde nos últimos 10 anos.

 

PRECAUÇÕES

A Secretaria de Comunicação explica que a característica das precipitações que vêm acontecendo durante o mês de janeiro e causando transtornos são os grandes volumes em pouco espaço de tempo, como os 63mm registrados em apenas duas horas de chuva na madrugada de domingo (28).

Essas pancadas de chuva podem vir acompanhadas de raios e ventos fortes, que trazem mais riscos para as pessoas.

A Defesa Civil recomenda não procurar abrigo debaixo de árvores ou estacionar veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda, bem como evitar usar aparelhos eletrônicos ligados a tomadas ou carregadores.

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Em caso de enxurrada ou similar, é recomendável colocar documentos e objetos de valor em sacos plásticos, evitar permanecer ao ar livre e, principalmente para quem tem residência em locais de risco, se necessário, buscar abrigo em casa de amigos ou parentes.

Foto do destaque: Secom-PMSM/Divulgação

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