A Igreja nasceu na Sexta Feira Santa, com a morte redentora de Cristo: começou, porém, a se manifestar publicamente, no dia de Pentecostes, com a efusão do Divino Espírito Santo, que inundou, com a sua força e luz, os Apóstolos, reunidos, no Cenáculo, com Maria, a Mãe de Jesus. Movidos por este impulso interior, os Apóstolos levaram para as terras mais distantes a Boa Nova da salvação, anunciando: “Em nenhum outro nome o homem pode ser salvo“. Um novo modo de viver surgiu na história humana: “Perseveravam na doutrina dos Apóstolos, na união fraterna, na fração do pão, nas orações; tudo era compartilhado e ninguém, entre eles, passava necessidades”.

No lugar de Judas Iscariotes, é eleito Matias; Pedro prega na praça de Jerusalém: uma multidão se converte à fé cristã; são instituídos sete diáconos; a Igreja nascente é perseguida; Estêvão sofre o martírio; a astúcia de Ananias e Safira, castigada; se converte o ministro da rainha, Candace, da Etiópia. Pelo ano 34, no caminho de Damasco, Saulo, líder judeu e fanático perseguidor da Igreja, se converte ao cristianismo. Assumirá o nome de Paulo e se tornará o Apóstolo dos gentios e fundador da teologia cristã: realiza três viagens missionárias e escreve 14 cartas; se estabelece em Roma com Pedro.  No ano 44, também, Tiago o Maior, irmão do apóstolo João, sofre o martírio. No mundo inteiro, o Evangelho se difunde por contágio.

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Em Jerusalém, no ano 49, é celebrado o Concílio Apostólico: inicia a enculturação da fé cristã no mundo greco-romano. No ano 64, Pedro e Paulo são martirizados: começa a sucessão apostólica. A Didaké, o primeiro catecismo da Igreja, é usado, junto com compêndios da pregação apostólica, na preparação dos catecúmenos para o batismo, que era celebrado uma vez por ano, na noite do Sábado Santo, depois de 3 anos de preparação. O centurião romano, Cornélio, Lídia e o carcereiro de Filipos com suas famílias são batizados. As mulheres, também, evangelizam: Febe, a diaconisa, Priscila e Lídia. É elaborado o “Credo Apostólico”; é implementada a “Liturgia das Horas”; é instituído “o domingo”, como dia do Senhor e os sacramentos.

No ano 64, houve um grande incêndio em Roma: Pedro e Paulo foram martirizados e sobre a comunidade cristã se abateu uma violenta perseguição, que durou até o ano 313. Marcos, Mateus, Lucas e João, na segunda metade do primeiro século, publicam os seus Evangelhos. Escrevem cartas: Tiago, o Menor, uma; Pedro, duas; João, três; Judas Tadeu, uma. O Apocalipse, enfim, por João.

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Em Antioquia, os discípulos de Jesus são chamados, pela primeira vez, de “cristãos”. Proliferam “evangelhos apócrifos!”: biografias fantasiadas da vida de Cristo. Justino é o primeiro filósofo cristão. Clemente, sucessor de Pedro, em Roma, escreve duas cartas à comunidade de Corinto, em ebulição. Nas montanhas e no deserto, se instalam ermitães e anacoretas, para uma vivência radical do Evangelho. O matrimônio é estimado; o trabalho, santificado; a solidariedade, praticada; a misericórdia vivida; na história humana germinam e crescem as sementes do Reino, uma sociedade alternativa, livre e fraterna.

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(*Padre Ernesto Ascione é missionário comboniano e vigário cooperador da Paróquia São José, Serra-ES.)

 

Foto do destaque: TC Digital

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