O mercado de café conilon está super aquecido. A saca de 60 quilos tipo 7 chegou a ser negociada a R$ 1.050 nesta semana, conforme destaca o produtor rural jaguarense Jarbas Alexandre Nicoli Filho. Ele frisa que não recorda se em algum momento a saca chegou a esse valor, representando um recorde para o setor.

Também conselheiro fiscal da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), Jarbas Filho reforça que o mercado está aquecido. “O que a gente percebe é que os estoques estão bem baixos. O produtor tem aproveitado o preço e limpado o armazém” – sustenta.

Ele observa que o preço do café está em alta desde janeiro, a partir dos recordes de exportação nos dois primeiros meses do ano, algo que aponta ser incomum.

“Parece que isso tem influência da questão climática e de logística de café do Vietnã. Eles estão com dificuldades. A produção foi mais baixa do que esperavam. Parece que teve influência do clima e eles estão com problemas logísticos lá também. A questão de piratas, ataques a navios, tem encarecido o frete. Então houve muita negociação de café brasileiro para suprir a demanda” – explica.

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A expectativa de Jarbas Filho é que, pelo menos no período de colheita, os preços médios do café conilon mantenham a alta.
Foto: Divulgação

O produtor esclarece que o preço do café nas negociações depende do tamanho do lote, o volume do café ofertado, que acaba tendo a variação de preço. “Quem tem 10 sacas, vai vender a R$ 1.000. Se você tem mil numa viagem, vai conseguir um preço melhor. É a logística da comercialização, mas o mercado em volume consegue R$ 1.050 [por saca]” – frisa.

 

Valorização é importante e auxilia no controle financeiro das propriedades rurais

O produtor rural Jarbas Nicoli Filho relata que os agricultores estão chegando, na maioria, na reta final do ano agrícola, iniciando a safra seguinte neste mês de abril e maio. “É natural ter menos cafés nos armazéns. Mas o pouco que sobra, acaba fazendo uma brincadeira boa esse preço” – comemora.

Ele explica que a renda obtida com o preço atual da saca do café ajuda no controle financeiro. “É mais faturamento, ainda mais que os insumos estão mais baratos. acho que o produtor, que vem trabalhando corretamente, certinho, mantendo seu equilíbrio financeiro, agora se vê no momento de alívio” – avalia.

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Expectativa que preços se mantenham em alta

 

A expectativa de Jarbas Filho é que, pelo menos no período de colheita, os preços médios do café conilon mantenham a alta. “A gente espera que se mantenha. Mas mercado é um negócio complicado. Quem diria que chegaria num valor desse? Tomara que mantenha preços bons para trabalhar com tranquilidade” – afirma.

O produtor lembra que há menos de um ano, na colheita de 2023, o café chegou ao valor de R$ 490 a saca de 60 quilos, o que ele considera baixo. “Mas o importante é ter mercadoria para vender. Quem tem, dá para fazer uma média boa de safra, uma oportunidade de se equilibrar financeiramente” – sustenta.

Diante disso, reforça que quem reservou sacas de café, vendendo de forma pingada para deixar no controle, está conseguindo aproveitar essa alta atual. “Vamos torcer que se mantenha. Fica bom para todo mundo. Emprega mais, compra mais, o comércio ganha e faz o dinheiro circular” – complementa.

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Foto do destaque: Divulgação

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