A recomendação de médicos, nutricionistas e outros especialistas é aumentar o consumo de frutas durante a estação mais quente do ano, o Verão. E pensando neste mercado, o produtor rural Francisco de Assis Santiago decidiu, em 2017, experimentar a fruticultura na localidade do Giral, Jaguaré. Antes, ele produzia café e pimenta-do-reino.

Sem deixar essas culturas de lado, ele resolveu inovar com o cultivo de uva, goiaba e abacaxi, produzindo frutas qualidade que impressionam e que caíram na graça da população jaguarense e da região. Toda a produção está sendo adquirida por duas redes supermercadistas ou diretamente ao consumidor final.

Francisco diversificou também com a goiaba. Fotos: Divulgação

Mas uva em Jaguaré? Isso mesmo! Francisco explica que a convite do ex-deputado Padre Honório participou com outros produtores da agricultura familiar jaguarense de uma visita técnica em plantio de uva em Ecoporanga. As 12 mudas que ganhou se somaram a outras que adquiriu, iniciando assim o cultivo da fruta, típica de regiões mais frias. Chico, como é conhecido, afirma que dos produtores de Jaguaré que participaram da visita técnica, apenas ele seguiu com o plantio.

Francisco inovou em Jaguaré com a produção de uva. Atualmente ele cultiva três espécies: Niágara Rosada, Isabel Precoce e Bordô. Foto: Divulgação

Atualmente, o produtor possui 600 pés da fruta, sendo 400 da variedade Niagara Rosada, 100 Isabel Precoce e 100 Bordô. Essa última é uma uva “pretinha”, indicada para a produção de suco e vinho.

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Ele ainda não analisou o lucro, já que a previsão de números mais precisos ele espera alcançar em 2022. Mas destaca que está dando certo. “Comecei vendendo para o consumidor final, embalado numa cumbuquinha transparente e comercializando na rua. Mas aí as redes de supermercados descobriram e estão comprando tudo” – exalta. Uma das redes supermercadistas, inclusive, tem levado o produto para lojas na Bahia.

Francisco explica que a colheita da uva acontece a partir da poda da planta. Conforme disse, o ciclo das uvas cultivadas é de 120 dias a partir da poda. Após ter feito as primeiras podas em agosto e setembro, está em plena colheita neste momento, o objetivo é fazer duas podas e duas colheitas por ano.

Produtor quer expandir produção com uva sem semente

 Com a qualidade dos produtos, que estão com boa aceitação, Francisco quer continuar diversificando a produção de uva, embora deseja priorizar as uvas tipo de mesa. Sendo assim, já planeja cultivar uma espécie de uva sem semente.

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O agricultor destaca que, além de oferecer aos clientes uma nova opção de variedade, a uva sem semente tem o benefício de um ciclo menor para colheita, de 100 dias após a poda, o que resulta na possibilidade de obter até mais de duas colheitas ao ano.

Ele adianta que a meta é chegar a uma produção de 30 quilos por planta ao ano. Avalia positivamente a alternativa pela fruticultura e define como sucesso o que conquistou. Até mesmo porque, antes de iniciar, acreditava que teria dificuldades na comercialização. Mas, ao contrário, tem encontrado mercado para toda a produção.

“Existem duas possibilidades quando se inicia o plantio. Uma já com a planta enxertada, cuja primeira colheita já pode ser feita em aproximadamente um ano e meio. Mas se você plantar para depois enxertar, demora uns três anos para começar” – explica, afirmando que introduziu as duas formas nas suas plantações.

Desafio da fruticultura

Francisco avalia que trabalhar com a fruticultura é desafiador, principalmente no norte do Estado, onde os produtores são acostumados, e têm maior habilidade, no manejo de café e pimenta.

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Desta forma, é preciso buscar ainda mais conhecimentos, às vezes encontrando até resistência de informações de quem produz em outros locais. Ele explica que é preciso muita habilidade no cultivo da uva, principalmente nas podas e aplicação correta de produtos.

Francisco também faz sucesso com goiaba.

GOIABA E ABACAXI

Chico explica que destinou um hectare e meio de sua propriedade rural para a fruticultura e reforça que a comercialização de goiaba e abacaxi também têm dado um bom retorno.

No cultivo da goiaba, por exemplo, ele desenvolveu um sistema de poda programada, distribuindo os talhões em datas distintas. Isso significa que, quando acaba de colher em um talhão, já pode iniciar a colheita de outro, possibilitando a oferta da fruta para comercialização durante todo o ano. Ele possui 400 pés de goiaba.

O agricultor plantou 20 mil pés de abacaxi, sendo que cada uma produz uma unidade da fruta. Frisa que já está terminando a colheita.

Além da uva, Francisco produz também abacaxi e goiaba.

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