A hepatite aguda de etiologia desconhecida, chamada de haed ou hepatite misteriosa, foi detectada pela primeira vez há pouco mais de um mês no Brasil. No Espírito Santo existem dois casos suspeitos em investigação, segundo afirmou a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) na segunda-feira (16).

Em São Mateus, o secretário de Saúde Henrique Follador afirma que não houve registro de caso. Em entrevista à Rede TC de Comunicações ele destacou que, ainda assim, o Município está preparado para atender a possíveis casos. “Ainda não houve registro de nenhum caso suspeito, não que a gente tenha mapeado”, reforçou.

Segundo o Secretário, o Município recebeu da Sesa uma nota técnica com orientações aos serviços de saúde sobre as condutas frente ao surgimento de casos prováveis de head. A nota técnica, embasada nas orientações do Ministério da Saúde, serve para auxiliar os profissionais de saúde sobre aspectos técnicos da doença, como as definições de caso, o fluxo para a investigação laboratorial realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen) e o cuidado assistencial que deve ser iniciado na atenção primária em saúde. Também define o Hospital Estadual Nossa Senhora da Glória, em Vitória, como referência para casos graves.

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“Com base na nota técnica, o nosso setor de epidemiologia orienta os médicos, a qualquer sinal, seguir o protocolo estabelecido para a investigação. Se for detectado caso suspeito, será feito o encaminhamento para o hospital de referência”.

Follador explica ainda que os serviços de saúde do Governo do Estado e Município estão alinhados. Por exemplo, cita que o Município fica responsável pela preparação profissional. Segundo ele, a Sesa oferece o profissional hepatologista que a Prefeitura não possui. “Então vai fazendo esse atendimento solidário e paralelo”.

 

SINTOMAS

A Sesa explica que os sintomas da hepatite aguda de etiologia desconhecida são mal-estar, náusea, vômito, perda de apetite, coloração amarelada da pele e da parte branca dos olhos e coloração escura da urina e esbranquiçada das fezes.

Henrique Follador indica que a infecção precisa ser investigada e tratada. “Esses sintomas que fecham o diagnóstico como dor abdominal, vômito, diarreia e uma coloração amarela na pele já é indício da doença”.

 

Foto do destaque: Divulgação

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