O Gaturamo Observatório Astronômico (GOA) da Ufes lançou nesta quinta-feira, o Telescópio Remoto do Espírito Santo (TeRES). Trata-se do primeiro observatório astronômico com acesso remoto público do País.

A apresentação aconteceu às 9h20 durante a programação do 24º Simpósio Nacional de Ensino de Física (SNEF), que teve início no dia 19 e segue até 30 de julho.
A Ufes explica que o TeRES é um projeto de pesquisa e divulgação desenvolvido pelo coordenador do GOA, Márcio Malacarne, e pelo estudante do curso de Ciência da Computação da Ufes Fábio Alvarenga.

“O TeRES significa a criação de uma interface amigável, segura e em português. Qualquer pessoa interessada em astronomia vai ter acesso a imagens em tempo real, via computador ou navegador, mesmo distante do telescópio, e sem a necessidade de instalar aplicativos” – complementa Malacarne.

Ele destaca que o telescópio visa ampliar a pesquisa e a interdisciplinaridade, aliando a astronomia e a astrofotografia às artes e até às engenharias, por meio de estudos de brilho, cor e tamanho dos astros; além de proporcionar às pessoas a oportunidade de dominarem habilidades e técnicas de ciência prática e inclusão digital, estimulando o conhecimento científico.

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INOVAÇÃO

O telescópio ficará aberto à comunidade em geral, especialmente a estudantes que tenham o intuito de desenvolver projetos em astrofísica e em astrofotografia, e a professores interessados em visitas virtuais e astrofotografia com seus alunos ou em participar de trabalhos ou pesquisas de iniciação científica.

“A partir do lançamento do telescópio remoto, os estudantes de diversas escolaridades e a própria comunidade em geral vão ter acesso ao telescópio de uma forma remota e gratuita. Neste primeiro momento, a ciência e a arte da astrofotografia estarão disponíveis. Esta iniciativa vai trazer inovações para um público mais amplo, coisa inédita no Brasil. Esse será o primeiro observatório do Brasil com acesso público e gratuito” – comemora Malacarne.

O coordenador do GOA lembra ainda que “os telescópios são ferramentas encantadoras e interdisciplinares, ajudam as pessoas a dominarem as habilidades e técnicas de ciência prática e inclusão digital, estimulando, assim, o conhecimento científico”.

Qualquer pessoa ou instituição poderá ter acesso ao telescópio remoto. Basta preencher um formulário. As solicitações serão avaliadas e será dado um retorno aos interessados.
O projeto de pesquisa TeRES tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Foto do destaque: Divulgação

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