Trabalhadores mantêm greve em São Mateus e aguardam nova proposta da Emflora

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A greve dos trabalhadores da Emflora permanece nesta quinta-feira, conforme destaca o Sintral, sindicado que representa a categoria. Foto: Sintral/Divulgação

Por

Wellington Prado

Repórter

Os trabalhadores florestais do norte do Espírito Santo, da empresa Emflora, prestadora de serviços para a Suzano, seguem em greve. Em entrevista na tarde desta quarta-feira (15), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Atividades de Extração e Exploração de Madeira e Lenha (Sintral), Antônio Lemes da Silva Júnior, relata que o movimento segue por tempo indeterminado e aguarda manifestação das empresas com nova proposta.

Segundo o sindicalista, após a deflagração da greve, o movimento não recebeu manifestação nem da Emflora, empresa que os trabalhadores estão vinculados, nem da Suzano. “Foi o segundo dia da greve e continua amanhã [hoje], já está alinhado aí com os trabalhadores. A gente quer que a empresa apresente uma nova proposta, diferente da já reprovada” – frisa.

A greve dos trabalhadores da Emflora permanece nesta quinta-feira, conforme destaca o Sintral, sindicado que representa a categoria.
Foto: Sintral/Divulgação

Conforme Antônio Lemes, somente após a manifestação da Emflora o Sintral deve agendar uma nova assembleia com os trabalhadores, que reivindicam uma proposta para os trabalhadores do norte do Espírito Santo equiparada à apresentada para os trabalhadores da Bahia.

 

PROPOSTAS

Conforme relata Antônio, a Emflora havia apresentado uma primeira proposta de Acordo Coletivo de Trabalho para o cargo de ajudante florestal na Bahia com salário de R$ 1.695,83, mais ticket de R$ 384,26, um ticket complementar de R$ 296,96, além de ticket nas férias e abono de R$ 500. Com isso a remuneração dos trabalhadores baianos, mais os benefícios, ultrapassariam os R$ 2.500 mensais.

O sindicalista frisa que, para os capixabas, a proposta apresentada é de salário de R$ 1.624,28, ticket de R$ 358,45, prêmio fixo de R$ 191,80, sem ticket nas férias e sem abono, que somados, dariam um total mensal de R$ 2.174,50, bem abaixo da remuneração dos trabalhadores da Bahia.

Conforme frisa, o salário do ano passado para os capixabas foi de R$ 1.521, com ticket de R$ 345 e prêmio fixo de R$ 184, resultando em rendimento mensal de R$ 2.050.

Antônio Lemes destaca ainda que tanto os trabalhadores capixabas quanto os baianos são vinculados a contrato da Emflora de prestação de serviço para a empresa Suzano.

 

ENFLORA

A Reportagem entrou em contato com representantes da Emflora, por telefone e por e-mail, na tarde de terça-feira (14), solicitando posicionamento da empresa. Um representante, que se identificou como Edilson, disse que enviaria resposta. No entanto, até o fechamento desta Reportagem, às 18h desta quarta-feira (15), não houve resposta. O espaço segue aberto para registrar o posicionamento da Emflora a respeito da reivindicação dos trabalhadores capixabas.

 

Foto do destaque: Sintral/Divulgação

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