Trabalhadores florestais encerram greve em São Mateus

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O fim da greve dos trabalhadores da Emflora foi decidido em assembleia na tarde de ontem em Floresta do Sul. Foto de Sintral/Divulgação
Por Wellington Prado – Repórter
São Mateus – Trabalhadores florestais da empresa Emflora, prestadora de serviço da Suzano, no norte do Espírito Santo, decidiram ontem encerrar a greve iniciada no dia 14 de abril. Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Atividades de Extração e Exploração de Madeira e Lenha (Sintral), Antônio Lemes da Silva Júnior, o encerramento do movimento foi deliberado em assembleia realizada à tarde, com aprovação da proposta enviada pela empresa, que, segundo ele, se aproximou do ofertado aos trabalhadores da Bahia.
A assembleia foi realizada no posto de trabalho em Floresta do Sul, em Pedro Canário. Conforme Antonio Lemes, a empresa disse que encaminharia a proposta ontem caso os trabalhadores estivessem em seus locais de trabalho. Sendo assim, eles foram para campo e, após receberem a proposta, o Sintral foi até Floresta do Sul apresentá-la aos trabalhadores em assembleia.
Conforme Antônio Lemes, a Emflora manteve a primeira proposta de Acordo Coletivo de Trabalho para o cargo de ajudante florestal de salário de R$ 1.624,28 e, além disso, concede prêmio de produção para a equipe de plantio no valor de R$ 300, mais ticket de R$ 384,26, ticket complementar de R$ 296,96, benefício anteriormente pago somente aos trabalhadores da Bahia. Outro benefício é um abono único de R$ 500.
O presidente do Sintral frisa que a proposta ainda inclui outros benefícios. Por exemplo, cita que os trabalhadores não recebiam o ticket de R$ 384,26 nas férias e passarão a receber com a proposta aprovada. Outro ponto é que os trabalhadores perdiam o pagamento do ticket caso fossem registradas acima de duas faltas ou apresentados atestados médicos. Conforme o dirigente sindical, pela proposta aprovada, a empresa aceitará até três faltas não justificadas e até três atestados médicos.

“Movimentação positiva”,
avalia presidente do Sintral

São Mateus – Com o encerramento da greve e aumento de benefícios em relação à primeira proposta, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Atividades de Extração e Exploração de Madeira e Lenha (Sintral), avalia que ‘a movimentação foi positiva”.
Ele frisa que a atual gestão está há pouco tempo à frente do Sintral e que, no período eleitoral, a atual diretoria fez promessa de que defenderia o trabalhador. “E assim a gente fez e só tem colhido elogios dos trabalhadores, que têm ficado muito satisfeitos com o nosso trabalho à frente do sindicato. E o resultado veio numa negociação histórica. Eles veem essa negociação com a empresa como histórica, nunca tinham conseguido avançar tanto assim, em vários benefícios ao mesmo tempo, como avançaram na negociação de agora” – ressalta.
PRIMEIRA PROPOSTA
Conforme Antônio Lemes, a Emflora havia apresentado a primeira proposta de Acordo Coletivo de Trabalho para o cargo de ajudante florestal de salário de R$ 1.624,28, ticket de R$ 358,45, prêmio fixo de R$ 191,80, sem ticket nas férias e sem abono, que somados, dariam um total mensal de R$ 2.174,50, bem abaixo da remuneração dos trabalhadores da Bahia, que chega a aproximadamente R$ 2.500.
Antônio Lemes destaca ainda que tanto os trabalhadores capixabas quanto os baianos são vinculados a contrato da Emflora de prestação de serviço para a empresa Suzano.

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