As empresas Suzano e Natura anunciaram na sexta-feira (28) a criação de um consórcio para estimular o desenvolvimento de soluções sustentáveis na produção de embalagens para uso em cosméticos. Conforme a produtora de celulose e de papel, as inovações devem contribuir para a redução de emissões de carbono e a descarbonização da cadeia de forma a impulsionar e fortalecer a economia regenerativa no setor.
De acordo com a companhia, a aliança estratégica, formalizada durante a COP30, em Belém, prevê uma chamada pública para reunir e integrar centros de pesquisa, empresas e startups que também tenham o compromisso com o meio ambiente e práticas sustentáveis. “O objetivo é impulsionar o desenvolvimento de soluções aplicáveis na formação de embalagens compatíveis para uso em cosméticos como frascos, potes, tampas e outros recipientes, bem como em embalagens flexíveis, filmes e coatings”, detalha a Suzano.
Haverá um comitê de avaliação multidisciplinar, que levará em consideração, sobretudo, três parâmetros prioritários: ser de fonte renovável, ser uma solução biodegradável e ser passível de reciclabilidade, segundo a empresa que possui unidades industriais no Espírito Santo.
“Nossa trajetória de mais de cem anos nos permitiu passar por uma série de transformações e inovar a partir da fibra do eucalipto, desde a produção de celulose e papéis tradicionais, até os papéis especiais para o desenvolvimento de embalagens”, diz o diretor de Operações Comerciais da Unidade de Papel e Embalagem Suzano, André Junqueira.
“Essa parceria vai além das embalagens, ela contribui para metas globais de descarbonização e mostra como ciência e inovação, quando alinhadas à sustentabilidade, podem transformar indústrias e gerar benefícios reais para pessoas e para o planeta”, complementa o executivo.
Inovação orientada pela sustentabilidade
Para o diretor de Pesquisa Avançada da Natura, Romulo Zamberlan, a inovação orientada pela sustentabilidade sempre guiou a Natura na busca por soluções de baixo impacto. “O consórcio com a Suzano reforça nossa convicção de que a transformação das embalagens na indústria depende de colaboração e novas tecnologias de baixo carbono. Ao reunir startups, ciência e parceiros estratégicos, aceleramos a descoberta de materiais mais circulares e regenerativos, alinhados às ambições da Natura de se tornar uma empresa regenerativa até 2050” – pontua Romulo.








