O Senado Federal aprovou nesta semana projeto da senadora Rose de Freitas que proíbe a desativação dos hospitais de campanha enquanto não ocorrer, nas cidades em que foram implantados, a vacinação de pelo menos 70% da população contra o coronavírus. A proposta -PL 4.844/2020-  segue agora para a Câmara dos Deputados.

Além da porcentagem de vacinação, os hospitais somente poderão ser desativados caso haja leitos disponíveis na central de regulação do respectivo município, conforme parâmetros considerados seguros por especialistas e gestores.

Conforme detalha a assessoria de Rose de Freitas, a senadora está preocupada porque diversas secretarias estaduais e municipais de saúde já desativaram essas estruturas, o que “pode provocar rápida desassistência da população, principalmente porque a pandemia ainda se encontra em pleno desenvolvimento”.

Rose argumenta que “os hospitais de campanha são muito importantes para o desafogo da rede pública” em grandes cidades, tendo sido uma estratégia adotada contra o coronavírus não só aqui no Brasil, mas também em países como China e EUA.

Relator da proposta, o senador Marcelo Castro, do Piauí, ratificou o projeto ao afirmar que “a instituição dos hospitais de campanha tem sido medida de grande importância para assegurar a manutenção da assistência prestada frente à grande demanda decorrente do surto de covid-19 no Brasil”.

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Castro considera imprescindível a manutenção desses hospitais. “Implementadas pelos gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) em vários estados, Distrito Federal e municípios, essas unidades de saúde, ao acolherem os casos leves e moderados da virose, têm oferecido imprescindível suporte à rede de saúde convencional, a qual tem estado demasiadamente sobrecarregada com os casos mais graves da doença” – afirmou.

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