Uma linha de produção da empresa Seacrest rompeu e gerou um vazamento e petróleo jorrando em São Mateus, nas margens da estrada do Nativo, após incidente envolvendo uma escavação de proprietário rural. O fato foi relatado à Reportagem primeiramente pelo diretor do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES), Reinaldo Oliveira, e confirmado ainda pela empresa. O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) denomina o local como Aldeia do Coco.
Reinaldo detalha que a linha transporta o petróleo da estação SM8 para a estação Fazenda Alegre, e fica a 12 quilômetros da Cidade de São Mateus, às margens da estrada do Nativo. “Hoje cedo a gente recebeu o comunicado, a denúncia de que estava jorrando o petróleo na beira da estrada. Entramos em contato com a Seacrest e fomos lá no local. E, chegando lá, a gente viu que existia sim um vazamento e, em contato com a empresa, a empresa informou que foi um proprietário que estava fazendo uma escavação próximo ao duto, rompeu esse duto e teve o vazamento” – detalha.
Reinaldo lamenta que é mais um acidente ambiental. “Tinha muito petróleo jorrando, tinha uma poça grande lá”, afirma Reinaldo, salientando que o Iema foi acionado pela empresa e o órgão ambiental fará o cálculo do vazamento. O sindicalista frisa que, quando a equipe do Sindipetro chegou ao local, já havia uma contenção do vazamento. “Graças a Deus, sem vítima”, frisa. Contudo, ele salienta que, caso a escavação atingisse um tubo de gás, haveria um risco ainda maior.
“O que a gente já está cobrando da Seacrest é a manutenção e a fiscalização dessas faixas de dutos, para que isso evite acontecer novamente”, aponta Reinaldo, apontando que é necessária mais sinalização no local onde passa a linha de produção e orientação aos proprietários das áreas.
Gerente operação da Seacrest
afirma que rompimento
ocorreu em propriedade privada
“O pessoal está lá, o Iema está lá, foi numa propriedade privada. Um proprietário estava fazendo uma escavação e tocou numa nossa linha de produção. Então foi coisa pequena, o pessoal desligou o poço. Como é de praxe, a gente aciona o Iema e aciona ANP” – destalha o gerente operacional da Seacrest, Gustavo Cachina.
O gerente afirma que o local é sinalizado, mas o proprietário relatou à equipe que foi drenar água por conta das chuvas e a escavadeira pegou na linha de produção do poço. “Mas foi de baixo impacto”, afirma. Ele salientou que ainda estava sendo calculado o volume de petróleo vazado.
Iema afirma que avalia o impacto
A Assessoria de Comunicação do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recurso Hídricos (Iema) manifestou em nota que equipes de Fiscalização e Licenciamento Ambiental do órgão se deslocaram para a área afetada (Aldeia do Coco) para monitorar e avaliar o impacto do incidente.

Foto: Sindipetro-ES/Divulgação






