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Responsável por empreendimento em Itaúnas diz que seguiu legislações vigentes

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Por
Repórter

Em entrevista na tarde de ontem, o empresário Vanderson Abrantes, administrador da MGM Empreendimentos Imobiliários, responsável pelo Dunas Ecovillages, afirma que seguiu as legislações vigentes. Segundo ele, o empreendimento está sendo construído há seis anos, “com base na sustentabilidade”. E que começou a ser estruturado a partir de uma pressão imobiliária que afirma ter surgido na Vila de Itaúnas há mais de duas décadas.

No momento da entrevista, o empresário disse que ainda não havia tomado conhecimento da recomendação feita pelo MPF à Prefeitura de Conceição da Barra e que, por este motivo, ainda precisava conversar com o advogado dele para emitir um posicionamento mais preciso sobre os próximos passos que a MGM deverá seguir.

No entanto, abordou mais detalhes sobre o empreendimento. “Na verdade, é uma ecovila, que foi feita constituída em todo o DNA com base na sustentabilidade e respeitando todas as nuances, requisitos de impactos ambientais, [para ter] o menor impacto possível”.

Vanderson lembra que, recentemente, o Governo do Estado entregou a pavimentação asfáltica do acesso à Vila, o que no entendimento dele, fez aumentar a pressão imobiliária na localidade. Desta forma, afirma que o empreendimento visa inibir o que chama de crescimento desordenado da Vila, “possibilitando a criação de espaços planejados, com desenvolvimento ordenado”.

O empresário salienta ainda que o processo para obtenção da licença respeitou todas as legislações e obedeceu a critérios como escuta da comunidade local, inclusive dos povos indígenas. “O objetivo é respeitar o meio ambiente, o ecossistema já existente, sobretudo as pessoas que lá vivem. Por isso que tudo foi feito em consonância e alinhado com a comunidade. Toda solução ela nasce de um problema e o produto é a solução. E o nosso empreendimento passou por todas as etapas de forma muito séria e consolidada”.

Dizendo que já se sente como um nativo da Vila de Itaúnas, o empresário complementa que vai procurar conversar com o MPF para entender quais são os próximos passos. “Não é proibir de fazer, mas sim entender como fazer. A ecovila vai gerar atração econômica, atrair mais gente e isso vai desenvolver e gerar emprego e renda, e acabar de uma vez por todas com a sazonalidade que a Vila de Itaúnas hoje vive, de picos de movimento turístico”.

-Foto: Terra Capixaba/Divulgação

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