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Proximidade do fim da colheita do café derruba empregos formais em São Mateus e Jaguaré

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Por

Tatiana Milanez

Repórter

A proximidade do encerramento da colheita, principalmente do café Conilon, provocou queda na geração de empregos formais em São Mateus e Jaguaré no mês de junho. Os dois municípios fecharam o período com saldo negativo na criação de vagas com carteira assinada, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Em São Mateus, foram encerrados 123 postos formais de trabalho. O município registrou 1.478 admissões e 1.601 desligamentos no conjunto dos cinco setores pesquisados: agropecuária, indústria, construção, comércio e serviços.

Em Jaguaré, a redução foi ainda mais expressiva. O saldo ficou negativo em 588 vagas, resultado de 401 contratações e 989 desligamentos no período. A agropecuária foi o principal fator para o desempenho negativo nos dois municípios, refletindo o fim das atividades sazonais ligadas à colheita do café Conilon.

Os dados do Novo Caged mostram que o fim da colheita do café, principal atividade sazonal da região nesta época do ano, teve impacto direto sobre o mercado de trabalho formal, especialmente nos municípios com forte dependência da agropecuária.
Foto: Queila Benicá/TC Digital

Em São Mateus, o setor fechou 170 postos de trabalho, com 303 admissões e 473 desligamentos. Já em Jaguaré, a agropecuária registrou o pior resultado entre todos os segmentos da economia, com saldo negativo de 611 vagas. Foram 251 contratações e 862 demissões durante o mês.

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Comércio e Serviços amenizam perdas em São Mateus

Apesar do resultado geral negativo, alguns setores apresentaram crescimento na geração de empregos em São Mateus. O Comércio criou 45 vagas formais, com 452 admissões e 407 desligamentos. Já o setor de Serviços registrou saldo positivo de 75 postos de trabalho, resultado de 393 contratações e 318 demissões.

Por outro lado, a Indústria e a Construção Civil encerraram o mês em baixa. A Indústria perdeu 35 vagas, após registrar 231 admissões e 266 desligamentos. Na Construção Civil, o saldo foi negativo em 38 postos de trabalho, com 99 contratações e 137 demissões.

Jaguaré registra saldo positivo em três setores

Em Jaguaré, Indústria, Construção e Comércio conseguiram manter saldo positivo de empregos, embora insuficiente para compensar as perdas na agropecuária. A Construção Civil apresentou o melhor desempenho, com saldo positivo de 17 vagas, resultado de 21 admissões e quatro desligamentos. O Comércio criou oito postos formais, após 84 contratações e 76 demissões. Já a Indústria encerrou o mês com saldo positivo de três vagas, registrando 14 admissões e 11 desligamentos.

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O setor de Serviços também fechou junho no vermelho em Jaguaré, com saldo negativo de cinco vagas, decorrente de 31 admissões e 36 desligamentos.

 

Saldo de empregos também fica negativo em junho no Espírito Santo

 

A proximidade do encerramento da colheita agrícola, especialmente do café Conilon, também provocou forte impacto no mercado de trabalho capixaba em junho. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que a Agropecuária foi a principal responsável pelo saldo negativo de empregos formais registrado no Estado no período.

Somente na Agropecuária, foram fechados 4.049 postos de trabalho em junho. O setor contabilizou 3.019 admissões e 7.068 desligamentos, reflexo do término das atividades sazonais da colheita, que têm forte peso na economia do Espírito Santo, especialmente no Norte, grande produtor de café Conilon.

No resultado geral, o Estado encerrou o mês com saldo negativo de 2.259 vagas formais. Foram registradas 48.527 admissões e 50.768 desligamentos em todos os setores da economia.

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Além da Agropecuária, apenas a Construção Civil apresentou retração no período, com saldo negativo de 26 postos de trabalho. O setor registrou 4.981 contratações e 5.007 desligamentos.

Os demais segmentos da economia fecharam junho com desempenho positivo. A Indústria criou 445 vagas, resultado de 7.294 admissões e 6.849 desligamentos. O Comércio registrou saldo positivo de 477 empregos formais, com 13.684 contratações e 13.207 demissões. Já o setor de Serviços apresentou o melhor desempenho do mês, com a criação de 894 vagas, após 19.549 admissões e 18.655 desligamentos.

Apesar do recuo registrado em junho, o Espírito Santo mantém um estoque de 940.383 trabalhadores com carteira assinada, conforme os dados do Novo Caged.

Foto do destaque: Queila Benicá/TC Digital

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