A Associação Agricultura Forte está preocupada com os impactos causados pela pandemia do novo coronavírus. A entidade solicita aos poderes executivos e legislativos federais e estaduais que viabilizem a sobrevivência do setor agropecuária capixaba, incluindo ações que garantam a colheita do café.

Em nota, a Associação Agricultura Forte lembrou que “muitos produtores ainda sofrem consequências do período de extrema seca vivenciado pelo Espírito Santo, entre os anos de 2014 e 2017”.  A entidade ressalta que a colheita do café se aproxima e movimenta a economia do Estado, “gerando mais de 400 mil empregos diretos e indiretos, sendo a única fonte de renda de milhares de famílias produtoras”.

O presidente João Bayer defende que a agricultura é uma atividade essencial, indispensável ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.  Neste contexto, a entidade de produtores rurais fez reivindicações, entre elas a criação de um guia de recomendações gerais aos produtores rurais, visando a não proliferação do novo coronavírus no campo.

Os produtores querem ações que possam garantir a colheita do café de forma segura. Foto: Divulgação

Os ruralistas pedem que seja permitido o transporte interestadual, intermunicipal e da cidade para o campo de trabalhadores rurais. Eles solicitam a permissão de alojamento nas propriedades, sendo intensificada a higienização e uso de equipamentos de segurança.

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Outra reivindicação apresentada é a flexibilidade e desburocratização para a contratação dos trabalhadores na colheita, além do estímulo à colheita semi-mecanizada, através de oferta de linhas de crédito com juros baixos e treinamento virtual.

Reivindicação de taxas diferenciadas

A Associação Agricultura Forte solicita ainda aos poderes executivos e legislativos estaduais e federais que flexibilizem acesso dos produtores às linhas de capital de giro com taxas diferenciadas de até 3,75% ao ano. Outro pedido é que os produtores obtenham prorrogação imediata dos custeios e investimentos vencidos e vencendo em 2020, estendendo o pagamento em 10 anos.

Entre outras medidas, os ruralistas também reivindicam a não cobrança de energia elétrica pelos próximos três meses, redução no preço de óleo diesel, isenção de pedágios para caminhões, manutenção das estradas e não fechamento de estabelecimentos comerciais ligados ao setor agrícola, assim como as feiras livres.

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