O governador Renato Casagrande pediu mais diplomacia ao Governo Federal nos assuntos relacionados à vacinação contra a covid-19. “Para, assim, o Brasil conseguir uma produção em escala e que as doses cheguem a todo o povo brasileiro”, enfatiza.

A declaração foi dada por Casagrande durante entrevista à Rede TC de Comunicações na manhã de ontem durante a solenidade que marcou em São Mateus o funcionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192). Na oportunidade, o governador assinou a ordem de serviço para pavimentação asfáltica e drenagem na Avenida Jairo Mendonça Bahia, em São Mateus, em parceria com a Prefeitura.

Nesta semana, o Espírito Santo recebeu a primeira remessa com 101.320 doses da Coronavac. “O Governo Federal fez poucos contratos com laboratórios. Estamos tendo dificuldade de importar insumos, princípios ativos da China e da Índia, numa relação ruim que o Governo Federal provocou. Um esforço que todos nós devemos fazer, mas pedir ao Governo Federal que tenha diplomacia na vacinação para a gente começar a produzir vacinas em escala. Estamos ainda recebendo em conta-gotas” – disse Casagrande.

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O governador reforçou que o “Espírito Santo está preparado para a vacinação em massa”, restando ao Governo Federal disponibilizar a quantidade de doses necessárias para concretizar esse movimento.

Impeachment

O governador comentou também sobre o movimento pró-impeachment de Bolsonaro, cada vez mais crescente no País. Mesmo avaliando que o presidente “errou muito neste processo” relacionado à covid-19, ele entende que os governadores não devem se envolver muito em relação ao movimento pró-impeachment do presidente. “Acho que esse assunto cabe aos partidos políticos”, avalia.

Casagrande garante leitos para covid-19

O governador Renato Casagrande reitera que a gestão de leitos de UTI e enfermaria reservados para casos de covid-19 é feita de forma estadual. Questionado sobre a disponibilidade de leitos no Hospital Roberto Silvares, que vem trabalhando no limite, o governador reconhece que existe uma dificuldade de comprar novamente leitos no Hospital Meridional São Mateus, mas salienta que o Estado tem aumentado a quantidade de leitos de maneira geral e “ninguém está ficando sem atendimento”.

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