A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (2), a Operação Black Friday, cumprindo cinco mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, além de outras medidas assecuratórias, como o sequestro de bens e o bloqueio de valores. O objetivo é investigar grupo suspeito de subtrair diversos donativos que estavam armazenados na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Cachoeiro de Itapemirim, destinados às vítimas de enchentes no sul do Espírito Santo.

As medidas foram implementadas em decorrência de investigações iniciadas no último dia 20 de junho, no âmbito de um inquérito policial que tramita na Delegacia de Polícia Federal em Cachoeiro de Itapemirim, instaurado para apuração dos crimes de peculato e associação criminosa.

“Segundo a investigação, as subtrações teriam ocorrido nos dias 02, 08 e 16 de junho de 2024, sendo o principal articulador um empregado terceirizado da Conab, que, valendo-se da facilidade proporcionada por sua função na empresa, em associação com outras três pessoas, retirou, sem autorização e de forma clandestina, 49 Geladeiras, 43 fogões, 8 cestas básicas, 153 itens de higiene pessoal, entre outros materiais que se destinavam à doação” – detalha a Polícia Federal.

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As doações eram armazenadas na Conab por meio de um contrato firmado entre a empresa pública federal e a Defesa Civil do Espírito Santo, “que estão colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos e assegurar que os responsáveis sejam devidamente punidos, reiterando o compromisso com a transparência e a integridade na gestão dos recursos destinados à assistência humanitária”.

Crimes

A Polícia Federal explica que os investigados poderão responder pelo crime de peculato e associação criminosa (art. 312, § 1º e art. 288, CP), cuja pena pode chegar a 15 anos de reclusão e multa.

Nome da operação

A operação recebeu o nome Black Friday em referência ao famoso evento de compras que ocorre anualmente, caracterizado por grandes descontos e promoções, fazendo com que os consumidores saiam das lojas carregando diversas mercadorias. “A escolha do nome para a operação faz uma analogia ao fato de que os investigados utilizaram veículos que saíam da Conab repletos de mercadorias subtraídas, carregando tudo o que conseguiam, deixando a conta para a sociedade pagar”, acrescenta.

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Foto: PF/Divulgação

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