Por Tatiana Milanez e Claudio Caterinque
Repórteres
São Mateus – Em entrevista para a Rede TC de Comunicações, o bispo da Diocese de São Mateus, Dom Paulo Bosi Dal’Bó afirma que recebe a encíclica do Papa Leão XIV com muita alegria e espírito de comunhão com o Santo Padre. “O Papa Leão XIV oferece à Igreja e ao mundo uma reflexão muito atual e necessária sobre a dignidade da pessoa humana diante dos desafios do nosso tempo, especialmente no contexto das novas tecnologias e da inteligência artificial” – observa.
Em sua primeira encíclica, Magnífica Humanitas, o Papa Leão XIV reflete sobre a Doutrina Social da Igreja na era da inteligência artificial. O apelo para preservar uma magnífica humanidade habitada por Deus, promovendo a verdade, a dignidade do trabalho, a justiça social e a paz. O pontífice traz como mensagem principal que, na era digital, “é preciso desarmar a IA e superar a teoria da guerra justa, relançando o diálogo e o multilateralismo”.
De acordo com Dom Paulo, o Papa não fala a partir do medo, mas da esperança. “Ele nos recorda que todo progresso precisa estar a serviço da vida, da ética, da fraternidade e da promoção da paz. A tecnologia pode ser uma grande aliada da humanidade, desde que nunca substitua aquilo que é essencialmente humano: a capacidade de amar, de escutar, de cuidar e de construir relações verdadeiras”.
Dom Paulo afirma ainda que a encíclica também é um chamado importante para a própria missão da Igreja. “Somos convidados a evangelizar este novo ambiente digital com responsabilidade, presença humana e testemunho cristão. O Santo Padre nos recorda que, mesmo em uma sociedade cada vez mais conectada, ninguém pode perder o valor do encontro, da compaixão e da proximidade”.
“Vejo nesta encíclica uma continuidade muito bonita da Doutrina Social da Igreja. Assim como a Igreja dialogou com os desafios da Revolução Industrial no passado, hoje ela procura iluminar os desafios da revolução tecnológica com a luz do Evangelho”.
“Creio que Magnifica Humanitas será um documento muito importante não apenas para os católicos, mas para toda a sociedade, porque coloca novamente a pessoa humana no centro, lembrando que nenhuma máquina substituirá a consciência, a fé e a dignidade que Deus concedeu ao ser humano. É importante ressaltar que nenhuma tecnologia poderá substituir o Evangelho”.






