terça-feira, abril 14, 2026
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Operação investiga desvio para organização criminosa de drogas apreendidas no ES

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Espírito Santo (FICCO/ES) em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (GAECO/ES), com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil, deflagrou nesta quarta-feira (18) a segunda fase da Operação Turquia. Dentro do contexto da operação nacional Força Integra I, a Polícia Federal detalha que as ações têm o objetivo de dar continuidade ao desmantelamento de organização criminosa composta por servidores públicos envolvidos com o tráfico, investigados de desviar drogas de apreensões.

“As investigações tiveram início a partir da prisão em flagrante de um dos principais líderes do tráfico de drogas na Ilha do Príncipe, em Vitória/ES, ocorrida em fevereiro de 2024. A partir do aprofundamento das apurações, foram identificados fortes indícios de vínculo entre o investigado e servidores públicos, evidenciando possível cooperação ilícita durante a realização de diligências policiais. Os elementos colhidos indicam que parte das drogas apreendidas em ações oficiais estaria sendo desviada para a própria organização criminosa” – detalha a Polícia Federal.

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Segundo a PF, conforme apurado, uma fração dos entorpecentes apreendidos não era devidamente registrada nos boletins de ocorrência, sendo posteriormente repassada a intermediários ligados ao grupo.

Novos elementos e continuidade das investigações

Na primeira fase, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão temporária e três medidas cautelares de afastamento das funções públicas de policiais civis lotados no Departamento Especializado em Narcóticos da Polícia Civil do Espírito Santo (DENARC/PCES).

“Com a continuidade das investigações, surgiram novos elementos que apontam para o envolvimento de outro policial civil do mesmo setor, bem como de outras lideranças do tráfico de drogas que atuavam em conjunto com os servidores públicos, os quais também são alvos desta nova etapa”, sustenta.

Nesta segunda etapa da investigação, foi decretada a prisão temporária de um policial civil que, na fase anterior, havia sido apenas afastado de suas funções. “Na presente data, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária, uma medida cautelar de afastamento da função pública e três mandados de busca e apreensão. Durante o cumprimento das ordens judiciais, foi realizada, ainda, uma prisão em flagrante, após a localização, em uma das residências, de porções de cocaína e haxixe, além de insumos destinados ao tráfico de drogas” – acrescenta. Não foi detalhado os locais dos mandados.

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FICCO

A PF destaca que as ações policiais desencadeadas na FICCO são produto de cooperação interagências, com foco na inteligência de segurança pública. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Espírito Santo (FICCO/ES), coordenada pela Polícia Federal (PF), é composta pelas Polícias Militar (PMES), Civil (PCES), Penal (PPES), pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), e pelas Guardas Municipais de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana.

Foto: PF/Divulgação

Foto: PF/Divulgação

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