GUSTAVO URIBE E JULIA CHAIB
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (12) que respeita o teto de gastos públicos e buscará soluções para destravar a economia brasileira em meio à pandemia do novo coronavírus.

“Nós respeitamos o teto dos gastos. Queremos a responsabilidade fiscal. E o Brasil tem como realmente ser um daqueles países que melhor reagirá à questão da crise”, disse.

Em pronunciamento, na entrada do Palácio da Alvorada, o presidente sinalizou com avanços na política de privatizações de empresas públicas.

“O Brasil está indo bem. A economia está reagindo e nós aqui resolvemos direcionar mais nossas forças ao bem comum, que queremos o progresso e o desenvolvimento”, afirmou.

A declaração foi feita na presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de titulares de pastas ligadas à área econômica, além dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Segundo assessores presidenciais, o pronunciamento teve como objetivo fazer um gesto público a Guedes, um dia após ocorrer uma “debandada” na equipe do Ministério da Economia.

Leia também:   Após Bolsonaro enterrar Renda Brasil, Guedes prioriza nova CPMF

As saídas deixaram mais explícitas a divergência de Guedes com ministros como Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura).

A convocação dos veículos de comunicação é uma atitude rara do presidente, que poucas vezes durante o mandato chamou a imprensa para uma declaração pública.

Nos últimos meses, ele tem, inclusive, evitado falar com a imprensa na entrada da residência oficial.

Após a pronunciamento, foi marcada uma reunião do presidente com a presença dos três ministros. A ideia é tentar arrefecer os conflitos e afinar o tom.

No Congresso, a expectativa é a de que a reunião sirva para o governo alinhar o discurso em relação às medidas econômicas que pretende encampar.

Marinho vinha defendendo o aumento de gastos para obras de saneamento, contrastando com o discurso de Guedes de tentar organizar as contas públicas.

O receio da equipe econômica é que isso leve ao estouro do teto de gastos.

Nesta terça (11). Guedes e Maia reafirmaram que o Executivo não tomará nenhuma medida que implique em flexibilização do limite para despesas públicas.

Leia também:   Planalto aposta em derrota de Celso sobre depoimento à PF

As duas baixas recentes foram de Salim Mattar (Desestatização), que cuidava do plano de privatizações do governo, e Paulo Uebel (Desburocratização), responsável pela reforma administrativa, que busca reestruturar o serviço público.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here