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Moradores cobram construção de acessos na Rodovia de Barra Nova e pedem mudanças no projeto

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Por Claudio Caterinque – Repórter

São Mateus – Moradores de comunidades localizadas às margens da nova rodovia que liga Guriri a Barra Nova, em São Mateus, estão cobrando do Departamento Estadual de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES) e da empresa Ápia Engenharia a construção de acessos e rotatórias ao longo da via. Segundo os moradores, a ausência dessas estruturas está obrigando motoristas a percorrer até 6,5 quilômetros para realizar retornos, além de aumentar os riscos de acidentes.

Clebson Bazoni é o presidente da Associação de Moradores do Bosque e Bom Jesus. – Foto: Claudio Caterinque/TC Digital/Divulgação

As reclamações são lideradas pelo presidente da Associação de Moradores do Bosque e Bom Jesus, Clebson Bazoni, que afirma que o projeto da obra foi alterado durante a execução e deixou de contemplar os acessos às comunidades e loteamentos existentes na região. De acordo com ele, os moradores não estão contra a obra e diz que ela é necessária e a recebem muito bem. Segundo ele, os usuários estão protestando é contra a falta de planejamento do DER-ES.

“O que está acontecendo é que eles estão construindo canteiros centrais e fechando praticamente todos os acessos. Quem precisa entrar ou sair dos bairros vai ter que percorrer vários quilômetros até encontrar uma rotatória para fazer o retorno” – afirmou.

De acordo com Bazoni, moradores dos loteamentos Mar Aberto, Verão Vermelho, Bosque da Praia, Residencial Bom Jesus, Tegil Territorial Bosque e da Estrada do Nativo serão diretamente prejudicados.

Ele explica que, em alguns trechos, o motorista será obrigado a percorrer entre quatro e seis quilômetros adicionais apenas para acessar uma rua localizada do outro lado da rodovia. “No caso de quem vai para Barra Nova, por exemplo, será necessário rodar cerca de 6,5 quilômetros a mais para conseguir retornar e acessar a estrada. Já quem mora no Bosque ou no Bom Jesus terá que fazer um desvio de aproximadamente 4,5 quilômetros. É um transtorno diário para toda a comunidade” – destacou.

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Segundo Bazoni, o problema afeta as pessoas que precisam acessar as suas propriedades rurais ou transitarem pela rodovia, entre as rotatórias da Avenida Oceano Índico e do acesso à BR-101, pela SM-8.

O produtor rural William dos Santos disse que moradores estariam preparando um proteste para este sábado com o objetivo de chamar a atenção de autoridades. – Foto: Claudio Caterinque/TC Digital/Divulgação

PROTESTO
Um dos moradores ouvidos pela Reportagem, William dos Santos, disse que um protesto está sendo programado para este sábado. Segundo ele, o objetivo é chamar a atenção das autoridades para o problema. Ele diz que também se sente prejudicado pela falta de acesso e que precisa seguir por vários quilômetros apenas para atravessar de um lado para o outro, entre o local de trabalho e a propriedade rural dele.

Moradores perceberam que acessos estavam sendo deixados de lado com andamento da obra, observa Bazoni

Segundo o presidente da associação, inicialmente havia a expectativa de que fossem implantadas rotatórias e retornos ao longo da rodovia. No entanto, durante o avanço das obras, os moradores perceberam que os acessos estavam sendo fechados. “Pelo que percebemos, houve alteração no projeto e os retornos deixaram de existir” – frisa.

Bazoni relata que já procurou representantes da empresa responsável pela obra e tentou contato com o DER-ES, mas, até o momento, frisa que não recebeu uma solução para o problema.

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“Conversamos com encarregados da obra e a resposta foi de que o projeto não será alterado. Procuramos outras pessoas ligadas ao DER, mas ninguém apresenta uma solução definitiva. Fica um empurrando para o outro”.
Diante da situação, a Associação de Moradores pretende recorrer ao Ministério Público. “Se até segunda-feira [20] não houver uma resposta, vamos protocolar um pedido no Ministério Público solicitando uma reunião com o promotor responsável pela área para discutir essa situação”.

TRANSTORNOS
Clebson Bazoni cita o exemplo de um vendedor de leite da região, identificado por ele como Senhor Lúcio. Segundo o líder comunitário, o senhor, de 80 anos, trabalha com entrega de leite na localidade há mais de 55 anos. Ele detalha que o Senhor Lúcio mora a cerca de 50 metros da rua que tem de acessar para fazer as entregas de leite. No entanto, sem o acesso no canteiro central da nova rodovia, o vendedor de leite tem que andar, com sua carroça puxada por um cavalo, por quase 6,5 quilômetros somente para atravessar de um lado para o outro da rodovia.

Segurança preocupa moradores

Bazoni citou o exemplo do morador que ele identificou como Senhor Lúcio, de 80 anos. Segundo ele, o idoso trabalha com leite na localidade há mais de 55 anos e precisa usar a rodovia para fazer as entregas. No entanto, sem os acessos no canteiro central da nova rodovia, tem que andar com sua carroça e um cavalo por quase 6,5 quilômetros somente para atravessar de um lado para o outro. – Foto: Claudio Caterinque/TC Digital/Divulgação

Além da falta de acessos, os moradores afirmam que a nova rodovia apresenta problemas de sinalização e iluminação, o que estaria contribuindo para o aumento do risco de acidentes.

Segundo Bazoni, motoristas têm realizado manobras perigosas, como passar sobre o meio-fio e trafegar na contramão para acessar bairros e loteamentos.

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“A via deveria ter iluminação em ambos os lados e uma sinalização mais eficiente. A obra ainda está em andamento, mas isso já deveria estar previsto no projeto” – observa.

Ele também cita acidentes recentes registrados na rodovia, incluindo dois casos com vítimas fatais ocorridos no fim de semana.

“No sábado houve um acidente próximo aos loteamentos Mar Aberto e Verão Vermelho. No domingo aconteceu outro envolvendo um morador do Bosque, que infelizmente não resistiu aos ferimentos. A rodovia está perigosa e precisa de sinalização e redutores de velocidade com urgência”.

Moradores pedem revisão do projeto

A principal reivindicação da comunidade é que o DER-ES reveja o projeto da rodovia para implantar rotatórias, retornos ou outros dispositivos que permitam o acesso seguro aos bairros e loteamentos sem a necessidade de longos desvios.

Segundo o presidente da Associação de Moradores, a medida traria mais segurança, mobilidade e qualidade de vida para quem vive às margens da nova estrada.

O QUE DIZ O DER-ES

Em resposta, o Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES) informou que o projeto da rodovia foi discutido com a comunidade em audiências públicas realizadas durante sua elaboração.

“O órgão permanece aberto ao diálogo e esclarece que eventuais sugestões relacionadas ao empreendimento podem ser formalmente apresentadas para análise técnica das equipes responsáveis pela obra. O DER-ES ressalta que as intervenções implantadas no trecho observam critérios técnicos voltados à segurança viária”.

A falta de acesso ou rotatórias em trechos da nova estrada de Barra Nova faz motoristas terem que dirigir por quilômetros para fazerem o retorno, ou trafegarem na contramão de direção para evitarem o trajeto extra. – Foto: Claudio Caterinque/TC Digital/Divulgação

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