JULIANNE CERASOLI
LONDRES, REINO UNIDO (UOL/FOLHAPRESS) – Lewis Hamilton foi ultrapassado por Max Verstappen no finalzinho do Grande Prêmio da França e, assim, viu o holandês abrir 12 pontos na liderança do Mundial de pilotos da Fórmula 1, em uma corrida que pareceu estar em suas mãos depois que o piloto da Red Bull Racing havia errado na primeira curva, saído da pista, e permitido a ultrapassagem do carro da Mercedes.

Mesmo tendo sido ultrapassada pela Red Bull primeiro nos boxes, e depois na pista, a equipe alemã acredita que tinha carro para ter vencido a prova, não fosse um erro de cálculo que a Mercerdes não entendeu muito bem ao deixar Paul Ricard.

Tudo aconteceu entre as voltas 17 e 19 da prova francesa. A Mercedes decidiu chamar Valtteri Bottas para os boxes porque seu pneu tinha vibrações. “Foi uma questão de confiabilidade”, revelou o diretor de engenharia, Andrew Shovlin. “Não quisemos parar Lewis antes disso porque era cedo demais para fazer uma parada, como acabou ficando claro depois”.

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Na Red Bull, a parada de Bottas foi vista como um sinal de que a Mercedes estava prestes a chamar Hamilton ou estava tentando antecipar a parada de Bottas para que ele usasse a aderência superior do pneu novo para voltar na frente de Verstappen quando o holandês fosse aos boxes -o que ocorreu já na volta seguinte.

Naquele momento, a Mercedes tinha a chance de proteger a liderança de Hamilton e chamá-lo aos boxes juntamente de Verstappen, mas não o fez porque os modelos matemáticos usados pelos estrategistas da equipe apontavam que a diferença de três segundos entre ambos os pilotos quando o holandês parou seria folgada o suficiente para que o inglês ainda desse mais uma volta com o pneu antigo e mantivesse a ponta após seu pit stop.

Mas não foi isso o que aconteceu: quando Hamilton parou, na volta 19, Verstappen tomou a ponta. “Achávamos que estávamos seguros. Nós ainda não entendemos totalmente por que nossos modelos estavam nos dizendo que daria certo. Não sei se a Red Bull teria chamado Max na volta seguinte à parada de Valtteri se tivéssemos chamado Lewis, mas isso teria nos colocado numa posição melhor”.

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Talvez a chuva na manhã do último domingo (19) no circuito de Paul Ricard ajude a explicar a falha dos modelos: o asfalto perdeu parte do emborrachamento dos treinos livres, o que pode ter facilitado o aquecimento do pneu duro colocado por Verstappen. “O composto branco funcionou logo de cara, e isso é uma coisa que temos de estudar”, disse Shovlin.

O cenário só piorou para a Mercedes quando a Red Bull resolveu, então, estender a primeira perna da corrida de Sergio Perez, deixando claro que ele faria uma parada tranquilamente. Assim, se Hamilton parasse novamente, como Verstappen acabou fazendo, teria de superar o mexicano. “E, com certeza, não seria tão fácil quanto foi para Max”, apontou Shovlin.

“É irritante, porque nós poderíamos ter vencido a corrida. Poderíamos ter os dois carros no pódio. E estamos em um campeonato em que não podemos perder esse tipo de oportunidade, mas não foram decisões fáceis de serem tomadas. Temos um bom carro para as corridas, como mostramos neste domingo, só está faltando um pouco na classificação. Mas sabemos que, para vencer corridas, precisamos estar perto da perfeição.”

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Dividindo as estratégias entre as duas paradas de Verstappen e uma de Perez, a Red Bull conseguiu o primeiro e terceiro lugares na França, além de ter ampliado sua vantagem no Mundial de construtores para 37 pontos.
A Fórmula 1 parte agora para duas corridas no Red Bull Ring, na Áustria, neste fim de semana e no próximo.

 

Foto do destaque: Reprodução

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