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Mecanização traz facilidades para o produtor rural, avalia Orione Polez

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São Mateus – Produtor rural e também empresário no comércio de compra e venda de café e pimenta-do-reino, Orione Polez aponta a agricultura em Jaguaré como o “carro-chefe” da economia do município”. Ele afirma que o setor tem crescido muito com a mecanização, que traz facilidades para o homem do campo.
O produtor detalha que sua família também atua no comércio de compra e venda do café e pimenta-do-reino e que atualmente a produção está com uma grande parte mecanizada, mas que a colheita ainda tem a sua parcela sendo feita de forma manual. “A mecanização vem para trazer facilidades. Temos que buscar cada vez mais produzir com menos esforços para poder transformar a agricultura numa forma mais fácil de lidar” – exemplifica.
Segundo ele, a mecanização é urgente, não apenas pela escassez de mão de obra, embora entenda que seja uma realidade, mas por outros fatores. Avalia ainda que o custo-benefício entre colheita mecanizada e manual traz resultados mais positivos e atrativos ao produtor rural. “Buscamos através da mecanização diminuir esses custos de produção, além de facilitar o trabalho do agricultor” – afirma.

PRODUÇÃO

“Este ano, em especial, estamos passando um momento delicado pela quebra tanto na qualidade do café quanto da pimenta-do-reino, que são os produtos principais que movem a economia agrícola, embora ambos estejam com preços excelentes, até recordes. Historicamente, é um dos maiores já vistos. No entanto, o produtor não produziu, não tem o produto para estar aproveitando esses preços” – frisa.
Orione afirma que a quebra na safra deste ano está estimada em cerca de 50%, ressaltando que as condições climáticas fizeram com que o grão produzido nesta safra seja de má qualidade. Ele explica que o café flora entre os meses de agosto e setembro e que nesse período do ano passado teve muita estiagem. “Não foi o suficiente para o enchimento do grão. Teve uma estiagem e altas temperaturas, ou seja, sem chuvas e com dias muito quentes a granação do café foi prejudicada, gerando a quebra” – observa.
Segundo ele, o que foi produzido e está sendo colhido deverá ser usado pelo produtor para “pagar as contas que foram feitas nas despesas do ano anterior”. E entende que, se sobrar dinheiro, o produtor usará para investir na próxima safra. “Hoje, oitenta por cento do café do nosso município já foi colhido” – enfatiza.

“Promoções e facilidades para o produtor”

Jaguaré – Na opinião de Orione Polez, a Festa do Produtor Rural é um momento muito esperado, principalmente por conta da Feira de Agronegócios. “Na feira são muitas empresas expondo seus produtos, muitas promoções e facilidades para o produtor rural. Fora a festa que traz momentos de alegrias para nós que, ao terminar uma safra, depois de um ano agrícola, é para comemorar sempre” – frisa.

PREÇO DO CAFÉ

Orione observa ainda que o produtor rural trabalhou muito tempo com o preço do café na casa dos R$ 600 e que a alta repentina trouxe alívio para o campo. “A maioria não imaginava que o café chegaria nessa grande alta. Então ele comprometeu a safra garantindo o preço. Poucos aproveitaram esses valores altos que estão agora, em torno de R$ 1.100. Observo uma alta nas comercializações, um volume maior de dinheiro circulando no município devido aos preços” – complementa.

Foto: Divulgação
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