Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS (Estadão Conteúdo)

Existem mais de 150 tipos diferentes de dor de cabeça (cefaleia). Elas podem ter diferentes causas, tratamentos e diferentes níveis de intensidade. Por sua vez, a enxaqueca é uma das principais formas de dor de cabeça e que afeta cerca de 15% da população mundial e é uma das cinco doenças mais comuns no mundo. Ainda assim, os baixos índices de diagnóstico e tratamento adequado seguem prejudicando a qualidade de vida de milhares de pessoas.

O mês de maio foi escolhido como mês de conscientização sobre as cefaleias. Para a campanha do Maio Bordô, a CDD se uniu à Abraces (Associação Brasileira de Cefaleia em Salvas e Enxaqueca) a fim de produzir e disseminar informação de qualidade, ressaltando a importância de diagnósticos mais assertivos para casos de enxaqueca.

Muitas vezes, a enxaqueca é deixada de lado e encarada como apenas uma “dor de cabeça” por ser uma doença muito comum. No entanto, trata-se de uma condição neurológica crônica que possui características específicas. Em conjunto, tais características a diferenciam de outras formas de cefaleia. É possível citar, entre as principais características que definem a enxaqueca: a dor latejante em um lado da cabeça (embora possa se espalhar para ambos os lados); hipersensibilidade à luz, barulho ou cheiros; náusea ou vômito.

Outra peculiaridade que afeta uma em quatro pessoas que têm enxaqueca é a presença de aura. A enxaqueca com aura é uma alteração da visão em que podem ser notados flashes de luz, manchas escuras ou imagens brilhantes e até embaçamento dos limites do campo de visão, seguidos por uma intensa dor de cabeça

É importante identificar casos de enxaqueca e diferenciar a condição crônica de outros tipos de cefaleia, pois um diagnóstico correto leva a um tratamento da dor e manejo preventivo mais eficiente. Conforme os resultados obtidos em pesquisa conduzida pelo neurologista R.B. Lipton, a Abraces (Associação Brasileira de Cefaleia em Salvas e Enxaqueca) propõe que três perguntas podem ajudar a identificar a enxaqueca. São elas: a dor de cabeça veio acompanhada de náuseas ou enjoos? Sentiu sensibilidade à luz durante as crises?  A dor de cabeça foi tão intensa a ponto de limitar suas atividades cotidianas?

Se respondeu “sim” a duas destas perguntas, há 81% de chance de ser um caso de enxaqueca. Se a resposta for positiva às três perguntas, a probabilidade chega a 93%. Neste caso, o melhor caminho é consultar um neurologista – este é o quarto passo incentivado na campanha do Maio Bordô.

Dados do Brasil

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 30 milhões de brasileiros sejam afetados pela enxaqueca. Uma condição que afeta mais as mulheres, devido ao ciclo hormonal feminino. Estima-se uma perda de cerca de R$67 bilhões anuais devido ao impacto da da enxaqueca na produtividade.

De acordo com a gerente de Comunicação da CDD, Brenda Nascimento, campanhas como essa auxiliam na busca de um possível diagnóstico e também de autoconhecimento. “Existe muita desinformação sobre a enxaqueca. Por isso, as taxas de diagnóstico são sub-representadas, ao mesmo tempo que falta tratamento adequado. Trabalhar isso é importante para que a sociedade compreenda que a enxaqueca não é uma “frescura”, mas uma condição que pode ser extremamente incapacitante no dia a dia.”

Foto: Pexels/Divulgação
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