Jornal Tribuna do Cricaré aborda há décadas questão da salinização no Rio Cricaré

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Foto: Claudio Caterinque/TC Digital

Por

Wellington Prado

Repórter

O avanço da cunha salina pelo Rio Cricaré verificado nas últimas semanas pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e a possível chegada à estação de captação de água, no Bairro Porto, voltaram a preocupar a população de São Mateus. Contudo, essa situação não é de agora e vem sendo abordada pela Rede TC de Comunicações ao longo da história do veículo, que completou, em 12 de janeiro, 41 anos de fundação. Há décadas, o Jornal Tribuna do Cricaré evidencia em suas páginas essa questão e até hoje não foi concretizada uma solução definitiva.

Desde as primeiras edições, o tema de abastecimento de água de São Mateus ganhou notoriedade no Jornal. Por exemplo, na edição do dia 18 de janeiro de 1986, o veículo estampava a reportagem Veranistas protestam contra a falta de água em Guriri.

Coleta realizada ontem pelo Saae apontou índice de 36ppm de sal na água no local de captação para o abastecimento da Cidade, no Bairro Porto.
Foto: Claudio Caterinque/TC Digital

Naquela década, já havia as primeiras constatações da salinização, que chegou primeiro na estação de tratamento de Guriri, no Rio Mariricu, afluente do Rio Cricaré. Em 20 de maio de 1989, a TC publicou a matéria Maré invade estação do Saae e Guriri fica sem água potável, o que levou o abastecimento da população a ser feito por meio de caminhões-pipas. A situação também foi repetida em 1990, quando uma matéria do Jornal Tribuna do Cricaré titulou Vale da Suruaca: desvio de curso d’água provoca salinização.

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O avanço da cunha salina prosseguiu e, na mesma década, já começou a afetar não apenas no balneário. O Jornal Tribuna do Cricaré manchetou São Mateus e Guriri estão sem água potável em 15 de outubro de 1998 e, dois dias depois, Salinização aumenta. Saae ainda não sabe quando normaliza abastecimento.

 

Situação se repete nos anos  2000 e é noticiada pela TC

 

Na década seguinte, nos anos 2000, novamente a cunha salina avançou no Rio Cricaré. Na edição de 14 de novembro de 2008, a TC noticiava que Salinização recua e não prejudica captação da Barra. Porém, o abastecimento em São Mateus chegou a ser afetado. Já em Guriri, naquele momento, a água ofertada já era por meio de poços artesianos.

Salinização fica mais frequente a partir de 2015

 

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Durante uma grande estiagem que atingiu o Espírito Santo, principalmente o norte do Estado, em 2015, a questão da salinização se agravou em São Mateus. SE NÃO CHOVER EM 15 DIAS… Não tem água pra ninguém, manchetou o Jornal Tribuna do Cricaré em 2 de outubro de 2015. No dia seguinte, a notícia foi TORNEIRAS SECAS POR TEMPO INDETERMINADO – Saae vai à Justiça para distribuir água salgada.

Desde aquele ano, o avanço da cunha salina ficou mais frequente e, claro, sempre noticiado pela TC. Por exemplo, a manchete de 20 de abril de 2016 foi Água salgada de novo nas torneiras. E essa situação prosseguiu por meses, gerando protestos. No dia 18 de junho daquele ano, a TC publicou Movimento convoca mais dois atos por água potável em matéria sobre protesto defronte ao Saae realizado por diversas entidades da sociedade civil.

E sempre que um período de estiagem é vivenciado, a população volta a ter a preocupação com o avanço de cunha salina, que em algumas situações afetou novamente os mateenses. Em 2024, a TC publicou em 18 de setembro a matéria Salinização no Rio Cricaré atinge 2.200ppm no ponto de captação e Saae recorre a caminhões-pipa.

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Salinização segue estável em SM, afirma Saae

 

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) manteve o monitoramento da salinização no Rio Cricaré ontem. O diretor operacional da autarquia, Antônio Carlos de Souza, o Tonico, detalha que, no Bairro Pedra D’Água, a coleta foi realizada às 14h45, apresentando índice de 105ppm de sal na água. No local de captação para o abastecimento da Cidade, no Bairro Porto, a coleta foi realizada às 15h, com análise apontando para 36ppm.

“Os índices se mantêm estáveis”, avalia Tonico. Ele reforça que as coletas são realizadas com maré a montante – sentido contrário ao que corre um fluxo de água, ou seja, em direção à nascente, ao início.

Na segunda-feira (1º), às 10h50, o Saae havia coletado água com índice de 110ppm de sal no Bairro Pedra D’Água, 40ppm a menos que na sexta-feira (29 de agosto). Já na terça-feira (2), a coleta foi realizada às 13h50, registrando 130ppm. No local de captação, no Bairro Porto, a coleta foi realizada na segunda-feira às 11h10, registrando 40ppm. Já na terça-feira, a coleta no local foi feita às 14h05, apontando uma redução para 36ppm.

 

Foto do destaque: Claudio Caterinque/TC Digital

 

 

 

 

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