terça-feira, fevereiro 10, 2026
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Informe TC Por Claudio Caterinque – Edição 7.892

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DE OLHO NA SERRA

Depois de ajudar em 2024 o então prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, a eleger o jovem Weverson Meireles como o novo prefeito, o vice-governador Ricardo Ferraço vai aprofundando sua parceria com esses dois líderes. Esse alinhamento é fundamental, pois a Serra é o maior colégio eleitoral do Espírito Santo.

O ex-prefeito Sérgio Vidigal e o atual prefeito da Serra Weverson Meireles estão alinhados com a pré-candidatura do vice-governador Ricardo Ferraço ao Governo do Estado em 2026. -Foto: Divulgação

CASAGRANDE

Em balanços de final de ano realizados nesta quinta e ontem, o governador Renato Casagrande disse que anunciará, ainda neste mês de dezembro, a decisão sobre a sucessão do Palácio Anchieta. Ele frisa que tem caminhado com Ricardo Ferraço, mas que também tem ouvido as principais lideranças do grupo político que ele coordena no Estado para chegar a um senso comum. A tendência é que Ricardo Ferraço assuma o governo em abril de 2026 e concorra à reeleição em outubro.

 

SÓ EM MARÇO

No entanto, o governador também afirmou que só tomará uma decisão, se deixa ou não o Governo do Estado para concorrer ao Senado, no final de março. Ele frisou ainda que existe a possibilidade de não deixar o cargo de governador e encerrar o mandato em 31 de dezembro de 2026. Desta forma, o vice-governador Ricardo Ferraço poderia ter maior liberdade para disputar outro cargo eletivo, mas para Brasília.

 

DO OUTRO LADO

O principal concorrente ao grupo de Casagrande que se aventa ao Palácio Anchieta é o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini. Integrante do grupo do ex-governador Paulo Hartung, Pazolini se encontrou nesta semana com o ex-prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em Brasília. Se dizendo preparado para 2026, Pazolini foi ciceroneado por José Carlos da Fonseca Júnior durante o encontro realizado por uma entidade privada em Brasília. Zé Carlinhos, como é conhecido, é ex-chefe da Casa Civil de Paulo Hartung.

 

PSD

No Espírito Santo, o PSD é presidido pelo prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, que inclusive recentemente teria participado de duas agendas com o governador Renato Casagrande que, na tentativa de montar uma frente ampla para 2026, também quer atrair o partido de Kassab para a sua chapa. Mas acontece que os recentes movimentos indicam que o partido seguirá mesmo ao lado do grupo de Hartung. Como na política tudo é muito volátil e os ventos mudam conforme a direção, a conferir!

 

GUARDA COM

DISTINTIVO

O prefeito Marcus Batista apresentou nesta semana um decreto que dispõe sobre a regulamentação do fardamento, insígnias e outros dispositivos de identificação da Guarda Civil Municipal (GCM). O que chama a atenção é o distintivo metálico que os guardas poderão ostentar nas boinas ou em cordões. O prefeito e o secretário de Defesa Social, Ricardo Borgo, não escondem o desejo de transformar a guarda em Polícia Municipal. Inclusive já existe até uma viatura padronizada com essa inscrição. No entanto, recentemente em conversa com este Jornalista, o prefeito disse que irá aguardar as decisões que o Supremo Tribunal Federal deverá tomar sobre o tema.

 

MAIS EQUIPAMENTOS

Marcus Batista já havia adiantado também a este Jornalista que pretende doar o primeiro fardamento aos agentes da Guarda Municipal. Mas que a partir de 2026, o objetivo é criar uma bonificação nos vencimentos dos agentes para que eles possam adquirir novos fardamentos. O prefeito assegurou que já consultou lojas especializadas que fornecerão os uniformes padronizados, com filial em São Mateus, para facilitar as compras.

 

PT

Afirmando que a pré-candidatura do deputado federal Helder Salomão ao Governo do Estado é uma realidade, o Partido dos Trabalhadores realiza hoje, às 9h, um encontro suprapartidário em Vitória. O anuncio foi feito pelo presidente estadual da legenda, o deputado João Coser. O encontro deve reunir lideranças dos partidos que formam com o PT a Federação Brasil da Esperança –PCdoB e Partido Verde–, além de Rede e PSOL.

 

PODEMOS

O deputado estadual Fabrício Gandini anunciou ontem que decidiu trocar o PSD pelo Podemos, partido chefiado no Estado pelo deputado federal Gilson Daniel. O parlamentar tem afirmado que pretende disputar o terceiro mandato de deputado estadual e, para isso, deve formalizar a desfiliação na próxima janela parlamentar em março de 2026. Aliado do governador Renato Casagrande, comenta-se que ele está em uma posição desconfortável no PSD, comandado no Estado pelo prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, e que recentemente recebeu a filiação do ex-governador Paulo Hartung, abonada pelo próprio presidente nacional da legenda, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

 

FIM DA JUSTIÇA

DO TRABALHO?

O deputado federal pelo Rio de Janeiro, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, anunciou ter obtido 66 assinaturas de parlamentares para apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição, a famosa PEC, que prevê a extinção da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho. O descendente da família imperial precisa de no mínimo 171 assinaturas –um terço do total de 513 deputados federais– para protocolar a matéria. A proposta estabelece que conflitos trabalhistas passariam a ser julgados pela Justiça Federal ou pela Justiça Estadual, eliminando o ramo especializado criado em 1941 e incorporado à Constituição de 1988. O texto também transfere atribuições do MPT para outros ramos do Ministério Público. Segundo Luiz Philippe, a medida busca reduzir o que ele considera um sistema oneroso, politizado e excessivamente litigioso. O parlamentar afirma que a redistribuição de competências tornaria o processo mais eficiente.

 

MAS…

No entanto, entidades como a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho e procuradores do MPT avaliam que a extinção fragilizaria a proteção de trabalhadores, eliminaria a especialização técnica da área e criaria sobrecarga significativa para os demais tribunais. Também alertam para riscos de redução do acesso à Justiça. Se protocolada e aprovada em comissões, a proposta precisará do apoio de três quintos dos deputados, em dois turnos, e de aprovação posterior no Senado, em processo semelhante. Especialistas apontam que a iniciativa deve gerar debates intensos no campo jurídico, político e institucional, por afetar a estrutura da justiça laboral e direitos previstos na Constituição.

 

E A SELIC?

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação da Indústria do Espírito Santo (Findes) avaliam que a manutenção da taxa de juros no Brasil em 15%, em decisão tomada nesta semana pelo Copom, ignora uma série de sinais que a economia vem demonstrando e que apoiam a queda da Selic. Especialistas apontam que os dados econômicos, como queda da inflação e a perda de ritmo do mercado de trabalho, já seriam suficientes para o início do ciclo de corte. O fato é que a manutenção dos juros nesse patamar tão elevado é prejudicial para a economia e também para as contas públicas, porque o Governo Federal fica obrigado a pagar rentistas e detentores de títulos da dívida pública um rendimento mais alto. A taxa de juros nas alturas também coloca um freio na economia, prejudicando o crescimento do Brasil.

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