SUCESSÃO ESTADUAL
O ano é de eleição para a escolha de governador, um senador, 10 deputados federais e 30 estaduais no Espírito Santo. No âmbito federal, disputa-se também a presidência da República. Então pode-se afirmar que os políticos agora só pensam naquilo: seu voto, caro Eleitor! Nas terras capixabas, a cadeira mais desejada naturalmente é a do governador Renato Casagrande, que deve buscar a reeleição para um terceiro mandato. Com uma carreira política meteórica e pujante, Casagrande foi eleito deputado estadual em 1990. Em 1994 foi eleito vice-governador na chapa de Vítor Buaiz, do PT. Em 1998 disputou e perdeu a eleição para o governo estadual, quando foi eleito José Ignácio Ferreira. Em 2002, foi eleito deputado federal. Em 2006, elegeu-se senador e em 2010 chegou a governador do estado. Em 2014, perdeu a reeleição, oportunidade em que Paulo Hartung voltou ao governo. Em 2018, conseguiu mais uma vez a vitória para o governo estadual.

ARTICULAÇÕES
Casagrande faz sua trajetória política dentro do Partido Socialista Brasileiro, o PSB. Já há mais de 10 anos é um dos principais líderes desse partido em nível nacional. E nessa condição participa ativamente das articulações que vão definir a postura do PSB nas eleições para presidente. Esse posicionamento nacional terá consequências também no arranjo político para a eleição ao governo estadual.
• Atualmente é dada como certa a opção do PSB nacional pelo apoio à candidatura de Lula à presidência da República. Mas as negociações ainda dependem do fechamento do apoio do PT a candidaturas do PSB ao governo de alguns estados, como São Paulo e o Espírito Santo. O PT praticamente já declarou apoio aos candidatos a governador pelo PSB nos estados de Pernambuco e Rio de Janeiro. Em São Paulo, o PSB quer a retirada da candidatura de Fernando Haddad ao governo e a declaração petista de apoio à candidatura do ex-governador Márcio França. É quase impossível que o PT concorde. No Espírito Santo, o PT tem insinuado a candidatura do senador Contarato ao governo estadual. Mas o mercado político lê isso apenas como uma estratégia petista de negociação, para ser dada a desistência de Contarato como compensação ao PSB pelo não apoio em São Paulo.

CHAPA PSB-PT NO ES
O lançamento da candidatura de Contarato ao governo estadual também pode servir para uma composição com o PSB, onde o PT poderia indicar o candidato a vice-governador, como aconteceu em 2010. Naquele ano, Casagrande ganhou a eleição com o então petista Givaldo Vieira como seu vice-governador. Agora a vaga de vice-governador pode ir para o ex-prefeito de Vitória, João Coser. Mas com certeza não é isso que Casagrande deseja. De olho nos votos dos eleitores mais conservadores, Casão quer um candidato a vice-governador com perfil mais liberal, para não deixar esse filão eleitoral livre para os políticos capixabas ligados ao presidente Bolsonaro.

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OPOSIÇÃO
Enquanto isso, Erick Musso, Manato, Evair de Melo. Audifax Barcellos e outras lideranças vão tecendo suas redes em busca do peixe eleitoral. Presidente da Assembleia, o deputado Erick Musso tem percorrido o estado e gradativamente vai aumentando o tom de oposição a Casagrande. O ex-deputado federal Manato e o deputado federal Evair de Melo percorrem o estado buscando se identificar cada vez mais como lideranças bolsonaristas. Já o ex-deputado federal e ex-prefeito da Serra Audifax também vai visitando os municípios tentando ampliar seus espaços, sem se identificar com o bolsonarismo ou com o petismo.

PROGRAMAS
Seria muito bom se todos os pré-candidatos começassem a falar de posicionamentos a partir de programas de governo. Mas infelizmente não é isso que se vê. Os políticos se engalfinham em disputas acirradíssimas e, na maioria das vezes, os legítimos interesses públicos são simplesmente usados como verborragia. Ah se existisse um Procon eleitoral!

TODOS VACINADOS
Para descontrair e ao mesmo tempo tirar uma lição:

Na fila prestes a tomar a primeira dose da vacina pediátrica da Pfizer, a criança, sem entender as besteiras que ouve de negacionistas, pergunta para a mãe:
-Mãe, por que tem tanta gente que é contra a vacina da covid?
A mãe, sábia e educada, com um sorriso de satisfação nos lábios, responde:
-Porque as mães deles os levaram para tomar vacina quando eram crianças. Se não, haveria muito menos.

FECHANDO O CERCO
Cada vez mais o cerco vem se fechando para quem ainda duvida da ciência e nega as vacinas. Nesta semana, a imprensa noticiou que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro ‘Roberto Barroso, estuda impor o passaporte da vacina nas Eleições 2022. Alguns analistas consideram uma excelente iniciativa do TSE, visto que a Organização Mundial da Saúde declarou também nesta semana que a pandemia está longe de acabar, por causa do surgimento de novas variantes, muito em consequência pela fragilidade na vacinação, ora pela parcela de negacionistas, ora pela deficiência da imunização em países mais pobres.

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NEGACIONISTAS
Existem pessoas que alegam que as vacinas contra a covid-19 são inseguras e ineficazes por serem experimentais. Essas alegações são enganosas. A Anvisa já garantiu que todos os imunizantes por ela aprovados são seguros e eficazes, o que já foi comprovado por estudos científicos. Especialistas em imunização explicam que o processo científico ao qual todas as vacinas em uso foram submetidas não dá margem para que elas sejam chamadas atualmente de experimentais.

POR QUE A APROVAÇÃO EMERGENCIAL?
Simplesmente porque a Anvisa precisa de tempo para analisar todos os dados e isso pode levar meses ou até anos. Como estamos numa emergência de saúde provocada pela pandemia, usa-se o termo de uso emergencial. Mas não significa que as vacinas não passaram por todos os testes de segurança, se a metodologia foi sólida, etc…

ISOLADO
Fato reconhecido no cenário político é que o presidente Jair Bolsonaro está cada vez mais isolado na sua cruzada antivacina, tanto nos limites nacionais quanto em escala global. Se o TSE tornar obrigatório o comprovante de vacina, Bolsonaro, vindo candidato à reeleição –alguns analistas políticos pensam que ele possa abandonar o barco e vir como candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro–, terá que quebrar o sigilo que ele próprio impôs sobre o seu histórico médico e revelar se vacinou ou não. Ou então, não terá a oportunidade de votar em si próprio [desculpem o pleonasmo]. De qualquer forma será mais um golpe mortal em sua base eleitoral.

Foto: Divulgação

NÉSIO
Nesta sexta-feira, o secretário estadual da Saúde Nésio Fernandes anunciou que foi infectado pelo coronavírus. Ele disse que manterá o isolamento por 7 dias, “cumprindo atividades e despachos desde minha residência”. O secretário, que já completou o esquema vacinal contra a covid-19, afirmou que está com sintomas leves, fazendo tratamento sintomático.

FUTURO DE DANIEL
Na próxima semana a Câmara de São Mateus caminha para concluir os trabalhos da Comissão Processante aberta para apurar denúncias feitas no âmbito da investigação da Polícia Federal contra o prefeito Daniel Santana. Serão feitas audiências diárias, exceto na terça-feira, dia da sessão ordinária, para ouvir testemunhas. A defesa do prefeito, ou o próprio Daniel, deve ser ouvida na sexta-feira. Na sequência, o relator, vereador Gilton Gomes, o Pia, deverá apresentar o seu relatório que será lido e votado em sessão, provavelmente no dia 7 de fevereiro. A depender do relatório, os vereadores poderão cassar o mandato de Daniel ou arquivar a denúncia contra o prefeito. Para o impeachment, são necessários oito votos pela cassação.

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DISPUTA
Com 11 cadeiras, a Câmara de São Mateus conta atualmente com dez parlamentares aptos a votar, já que o vereador Robertinho Assis, preso, solicitou licença de 120 dias. Nos bastidores, o entendimento é que o voto dele deve ser computado como abstenção. Neste caso, a decisão da cassação ou não caberia aos dez parlamentares. Assim, a oposição a Daniel precisa dos votos de 8 dos 10 vereadores em exercício. O ônus de confirmar as acusações contra Daniel é da oposição, por isso Daniel precisa garantir o apoio de apenas três dos atuais vereadores em exercício.

TRANQUILO
Daniel tem afirmado que está tranquilo e confiante que não será cassado pela Câmara Municipal, como também assegura que será inocentado ao final das apurações policiais e julgamento na justiça.

BR DO MAR
O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, a Lei n° 14.301/2022 que estimula a navegação entre os portos nacionais. O chamado programa BR do Mar libera de forma progressiva o uso de navios estrangeiros na navegação de cabotagem do Brasil. A ideia é que isso ocorra sem a obrigação de contratar a construção de embarcações em estaleiros brasileiros. Se o objetivo da regulamentação é estimular o desenvolvimento da indústria naval nacional, porque o governo está desobrigando a contratação de construção de embarcações em estaleiros nacionais? Não faz sentido querer aumentar a competitividade para favorecer empresas estrangeiras que oferecem o serviço de cabotagem.

CABOTAGEM
O objetivo do governo federal é facilitar a expansão das operações de cabotagem e a entrada de novos interessados no setor. O entendimento de especialistas é que atualmente o transporte aquaviário é subutilizado, com o escoamento de grãos e minério feito principalmente por rodovias e ferrovias.

• Cabotagem é aquela navegação marítima doméstica, ou seja, a navegação utilizando a costa brasileira, entre portos do País. A navegação no Rio Amazonas também é considerada cabotagem por conta do transporte feito entre um corpo fluvial e portos marítimos. Isso acontece muito entre Manaus e o restante do País.

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