A VACINA CHEGOU!

A notícia mais importante desta semana, com toda certeza, é o início da vacinação contra a covid-19. Mesmo que tenha começado para profissionais da linha de frente de combate ao novo coronavírus e para idosos residentes em instituições de longa permanência, sem atingir toda a população, representa uma guinada nos rumos dessa pandemia. Confiança e esperança são as palavras que povoam a mente do povo brasileiro que, de fato, só tem esses caminhos a seguir, já que o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, declarou que o Brasil poderá sofrer, em breve, nas palavras dele, “uma avalanche de vacinas”. Confiantes e esperançoso de que realmente, desta vez, possamos acreditar nas palavras do ministro!

TODOS POR

SÃO MATEUS

A vinda do governador nesta semana a São Mateus mostrou que realmente podemos ver mudanças no cenário político na cidade. Enquanto o deputado Freitas falou de união, o presidente da Câmara, vereador Paulo Fundão, não só disse que o Município precisa do Governo do Estado como demonstrou que, agora, temos de fato um Legislativo preocupado com o problema do abastecimento de água potável. Já o prefeito Daniel Santana ficou animado, destacando as excelentes perspectivas de melhorias e benefícios, especialmente para as comunidades periféricas, que são as mais necessitadas, nesse novo momento de sua gestão. Espera-se que seja de fato marcado pela união entre os poderes.

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ESTUDANTES

Nesta semana o Governo do Estado sancionou a lei que permite a doação de celulares para estudantes em situação de vulnerabilidade social. A lei, de autoria do deputado linharense Marcos Garcia, é uma excelente iniciativa. A legislação segue exemplos vindos de outros estados que já fizeram o mesmo, como Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo. Falta agora o Governo do Estado elaborar e anunciar os protocolos específicos para as doações, como serão os processos de escolhas dos beneficiados e os serviços de restauração dos aparelhos.

 QUE FARRA!

Candidatos a prefeito que concorriam sozinhos em 2020 consumiram de fontes públicas de financiamento de campanhas, os fundos eleitoral e partidário, juntos, cerca de R$ 1,7 milhão nas campanhas eleitorais. E um detalhe, só precisavam de um voto válido, o próprio voto por exemplo, para se elegerem. A eleição municipal contou com 106 chapas desse tipo, das quais 68 foram agraciadas com recursos públicos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. A essas foram repassados R$ 1.735.898, a maior parte proveniente do fundo eleitoral (92,23%), que ao todo gastou R$ 2,035 bilhões no pleito municipal de 2020. Que farra!

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QUEM MAIS

RECEBEU

Mesmo com vitória garantida, os candidatos únicos não economizaram verba pública. Entre essas candidaturas, a que recebeu maior repasse público foi a da prefeita Larissa Rocha, reeleita em Tenente Ananias (RN), de 10.855 habitantes, com R$ 100 mil cedidos pelo fundo eleitoral e integralmente gastos pela então candidata. Ela destinou a maior parte (R$ 76,6 mil) às redes sociais, com vídeos e lives superproduzidos em que minimizava o fato de ser candidata única e pedia comparecimento às urnas. Deu resultado: ela recebeu 4.510 votos e terá cinco correligionários entre os sete vereadores na Câmara Municipal.

BOLSONARO

O ano de 2021 começou emplacando vários reveses ao presidente Jair Bolsonaro. Na disputa para ver quem iria ostentar os louros da vitória na corrida da vacina contra a covid-19, ele perdeu de goleada para o governador João Dória, de São Paulo. O Ministério da Saúde atuou simplesmente como coadjuvante, mas garantiu a distribuição aos estados da Coronavac, ou vacina chinesa, como abaloava pelos quatro cantos o presidente. Agora, ele sofre com a insatisfação de vários segmentos da sociedade que pedem a sua saída da presidência, mas, ainda assim, goza de grande aceitação entre seus seguidores. No entanto, isso não apaga o fato de que vários pedidos de impeachment estão pipocando de todos lados –eram, até quinta-feira, 62 na Câmara dos Deputados.

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CENTRÃO

Por outro lado, onde Jair Bolsonaro ainda encontrava alguma ressonância, o Centrão, bloco informal de partidos que o apoia, já cogita o impeachment do presidente. A palavra, que causa arrepios não só em Bolsonaro, mas em toda a nação, ganhou força nos últimos dias nos grupos de troca de mensagem de parlamentares. Antes era uma abstração. Agora entrou no plano concreto das cogitações. O certo é que comenta-se impeachment agora sem constrangimento. A inação do governo federal na crise em Manaus que resultou em mortes de pacientes de covid-19 por falta de oxigênio e o atraso na importação de insumos da China para a produção das vacinas são os principais combustíveis da grande insatisfação.

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