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HOSPITAL MATERNIDADE SÃO MATEUS: Casa da Gestante acolhe mães e bebês de 14 municípios do Norte

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Por

Tatiana Milanez

Repórter

Inaugurada no dia 10 de fevereiro, a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera do Hospital Maternidade São Mateus já realizou 11 admissões entre gestantes, puérperas e recém-nascidos que necessitam de acompanhamento especializado, antes ou pós-atendimento no Hospital Maternidade. A gerente de atenção à saúde da unidade de saúde, Mariana Quinquim Nascimento, explica que a Casa da Gestante funciona como apoio à maternidade, visando oferecer acolhimento, segurança e mais dignidade às mulheres e bebês.

A Casa da Gestante está localizada na Rua Dr. Arlindo Sodré, 571, no Centro, próximo ao Hospital Maternidade.
Foto: Divulgação

De acordo com Mariana, a Casa da Gestante acolhe mulheres em diferentes situações. “Nós acolhemos gestantes em início de trabalho de parto, puérperas que precisam permanecer próximas ao hospital e também mães de bebês internados na UTI neonatal. Há casos de recém-nascidos que ficam na Casa da Gestante para ganho de peso até termos segurança para a alta” – explica.

Conforme reforça, o espaço atende mulheres de 14 municípios da região norte de saúde do Espírito Santo: Água Doce do Norte, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Conceição da Barra, Ecoporanga, Jaguaré, Montanha, Mucurici, Nova Venécia, Pedro Canário, Pinheiros, Ponto Belo, São Mateus e Vila Pavão.

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As oficinas de culinária, artesanato, pintura e bordado para as mães acolhidas na Casa da Gestante de São Mateus acontecem às quartas-feiras.
Foto: Divulgação

“Essas mulheres atendidas desde a inauguração são de diferentes municípios. Já atendemos, por exemplo, moradoras de Boa Esperança, Pedro Canário e também de São Mateus. Mesmo sendo no Município, tem pessoas que moram a quase duas horas daqui e são acolhidas. Esse atendimento ajuda muito na redução dos riscos relacionados a deslocamento” – frisa.

 

Casos são avaliados por equipe multidisciplinar

 

Mariana Quinquim detalha que o encaminhamento das pacientes acontece por meio do hospital, através da equipe multidisciplinar que avalia cada caso e define a necessidade do acolhimento. “A paciente pode chegar pelo pronto-socorro ou já estar internada no hospital. Médicos, enfermeiros e assistentes sociais fazem essa avaliação e direcionam para a Casa da Gestante, quando necessário” – enfatiza.

De acordo com Mariana, a estrutura conta com atendimento 24 horas realizado por equipes multidisciplinares com técnicos de enfermagem e enfermeiro plantonista, além do suporte psicólogo, assistência social e nutricionista. “A Casa da Gestante tem capacidade para acolher até 20 mulheres simultaneamente”.

 

OFICINAS

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Segundo Mariana, além do suporte assistencial, a Casa da Gestante desenvolve também oficinas terapêuticas com as mães acolhidas. Entre as atividades estão aulas de culinária, artesanato, pintura e bordado. “Essas oficinas ajudam muito emocionalmente. Muitas mulheres chegam cansadas, fragilizadas, principalmente as mães da UTI neonatal. Quando elas vão para este local preparado para elas conseguem sair um pouco do ambiente hospitalar e se sentem em um ambiente mais acolhedor, parecido com um lar” – avalia.

Ela destaca ainda que as atividades podem abrir novas perspectivas para as participantes. “Além da parte terapêutica, algumas enxergam ali uma possibilidade futura de renda, podendo desenvolver esses trabalhos em casa enquanto cuidam dos filhos” – enfatiza.

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Para Mariana, o principal desafio agora é ampliar o conhecimento do serviço para os municípios e profissionais da atenção básica. “Ainda existem muitos profissionais de outros municípios que não conhecem a Casa da Gestante. Nosso trabalho agora é expandir essa informação para que mais mulheres possam ser beneficiadas” – complementa.

 

Foto do destaque: Divulgação

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