SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Lewis Hamilton, 35, tornou-se neste domingo (25) o maior vencedor de corridas da história da F-1 de forma isolada. Com o primeiro lugar no GP de Portimão, o piloto inglês da Mercedes chegou à 92ª vitória na carreira e agora é o líder absoluto nesse quesito.

Há duas semanas, em Nürburgring, ele havia igualado o então recorde de 91 triunfos do alemão Michael Schumacher.

O resultado deste domingo em Portugal também o coloca ainda mais próximo do heptacampeonato na categoria, marca que apenas Schumacher alcançou até hoje, com seus títulos em 1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004.

Com 262 GPs na carreira, o hexacampeão (2008, 2014, 2015, 2017, 2018, 2019) disputou 256 corridas entre a 1ª e a 92ª vitórias, em 13 anos. Schumacher participou de 308 etapas até 2012, ano em que se aposentou da F-1.

O finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, e o holandês Max Verstappen, da Red Bull, completaram o pódio e mantiveram suas posições na classificação da temporada, mas cada vez mais distantes de Hamilton na pontuação.

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Num ano em que tem se destacado novamente pelo seu domínio nas pistas e cada vez mais como um ativista social, o inglês deu entrevistas antes da prova com uma camiseta pedindo o fim da violência por forças de segurança na Nigéria.

A mensagem #endsars faz referência ao esquadrão da polícia que teria como finalidade combater crimes violentos no país. Num documento publicado pela Anistia Internacional em junho, chamado “Nigéria: Hora de Acabar com a Impunidade”, a ONG denuncia torturas e outras violações de direitos cometidas por integrantes do grupo.

“Todos nós temos a responsabilidade de nos educarmos e ampliarmos nossa consciência sobre as tragédias que acontecem no mundo ao nosso redor e agir onde pudermos. Os recentes acontecimentos na Nigéria são uma crise de direitos humanos”, escreveu o inglês em suas redes sociais.

As primeiras voltas da corrida, num autódromo estreante após as mudanças de calendário provocadas pela pandemia e sob garoa em alguns pontos, foram bastante agitadas.
Como previsto, Verstappen e Bottas duelaram pela segunda posição a partir da largada, mas o holandês espalhou e acertou Sergio Pérez quando voltava para a pista, perdendo posições.

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As Mercedes e a Ferrari de Charles Leclerc tiveram dificuldades com o aquecimento dos pneus e foram ultrapassadas por Carlos Sainz, da McLaren, que assumiu a ponta. Hamilton também perdeu posição para Bottas e chegou a cair para a terceira colocação.
Para completar o início surpreendente, Kimi Raikkonen conseguiu saltar da 16ª para a 6ª posição com sua Alfa Romeo.

Mas nada disso durou muito tempo. Logo as Mercedes voltaram a ocupar as primeiras posições, Hamilton passou Bottas e terminou com vantagem de 25 segundos para o finlandês. Verstappen e Leclerc também recuperaram suas posições de largada e nelas terminaram.

Gasly, Sainz, Pérez, Ocon, Ricciardo e Vettel completaram os dez primeiros. Cerca de 27 mil espectadores estiverem presentes no autódromo de Portimão. Inicialmente eram esperados cerca de 50 mil, mas a capacidade foi reduzida devido às novas restrições causadas pela pandemia.

No fim de semana que vem, Ímola volta a receber uma prova da F-1 após 14 anos. O Grande Prêmio da Emilia-Romagna será disputado no próximo domingo (1º), às 9h10 (de Brasília).

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PILOTOS COM MAIS VITÓRIAS NA F-1

1º Lewis Hamilton 92
2º Michael Schumacher 91
3º Sebastian Vettel 53
4º Alain Prost 51
5ºAyrton Senna 41
6º Fernando Alonso 32
7º Nigel Mansell 31

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