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Guriri é também referência nos esportes aquáticos no Norte do ES

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Esportistas que praticam atividades físicas, tanto nas águas dos rios Mariricu e Cricaré, ou no Oceano Atlântico, são unânimes ao afirmarem que o ambiente em Guriri é propício para a prática de esportes aquáticos, fazendo do Balneário uma referência na área no Norte do Espírito Santo.

É o caso do surfista Kesio Bellucio, que pratica a atividade em Guriri desde 1989. Ele salienta que, ao longo dos anos, o local de surfe migrou da área central para o lado sul da praia, na passarela 8. “Mesmo no Inverno, temos águas mornas. Essa é uma das satisfações de surfar em Guriri” – afirma. Kesio explica que no Inverno as ondulações são maiores, temporada em que são usadas pranchas menores. Já no Verão, segundo ele, o ideal é surfar com as pranchas maiores.

Kesio Bellucio surfa nas praias do Balneário mateense desde 1989: “Mesmo no Inverno, temos águas mornas. Essa é uma das satisfações de surfar em Guriri”.
Foto: Guriri Surfphotos/Divulgação

“Durante a semana, pego onda na madrugada devido à rotina. Temos um grupo que começa às 5h30 e normalmente surfamos até às 7h. Nos finais de semana, esticamos um pouco mais”.

Kesio observa ainda que está ocorrendo uma renovação no surfe em Guriri. “Vejo muitos surfistas novos. O nosso mar é limpo, não tem esgoto na praia, a água é morna e sempre tem onda. É claro que depende das marés, mas é muito legal surfar aqui. Em Barra Nova também dá para pegar onda, mas é um local para surfistas mais experientes. Para iniciantes, na nossa região não existe praia melhor que a de Guriri” – enfatiza.

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Uma pipa, uma prancha e um trapézio

 

“O Kitesurf é um esporte que necessariamente precisa do vento. Kite vem de pipa e surfar é deslizar sobre as ondas. Logo, a pessoa tendo uma pipa, uma prancha e um trapézio, é possível praticar o esporte” – a definição breve sobre o Kitesurf é do cirurgião dentista Vinícius Caulyt Figueiredo Santos, de 49 anos, que pratica a atividade em Guriri desde 2010.

Ele detalha que no Balneário é possível praticar o esporte no mar e também nos rios. Um local muito utilizado é a boca da barra, onde o Rio Cricaré encontra o mar. “É uma área boa para aprender o kitesurf. É importante iniciar em locais de água mais calma e, com a evolução, praticar no mar. Temos uma condição de velejo ótima em Guriri. Primeiro pela água que é limpa. Segundo que Guriri tem uma condição de vento ótima, em especial de setembro a março, mas é possível velejar o ano todo porque temos ventos nordeste e também o vento sul” – salienta.

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Vinícius Caulyt afirma que é possível praticar o kitesurf no mar e também nos rios.
Foto: Isabelle Santos/Divulgação

Segundo Vinicíus, não é preciso saber surfar para praticar o kitesurf, mas é importante saber nadar. Ele afirma que começou no esporte atraído pelo desafio. “A sensação de sair de um lugar e chegar em outro, utilizando o vento e o mar, é desafiadora e prazerosa. Isso me motivou”, afirma.

 

Canoa havaiana

A Canoa Havaiana também ganhou as águas do entorno da Ilha de Guriri. Há cerca de dois anos, a novidade chegou no Balneário através dos mateenses Gabriel Floret Peres e Camilo Salvador de Lorenci. Segundo eles, o esporte é praticado sempre de forma coletiva, com cerca de seis a sete pessoas por canoa.

Gabriel ressalta que o esporte é praticado atualmente nos rios Mariricu e Cricaré, mas adianta que o objetivo é que os grupos comecem a praticar também no mar, “para pegar onda”. Segundo ele, o modelo é um pouco mais reforçado, preparado para suportar pancadas e comportar até quatro pessoas.

Os amigos Gabriel Floret Peres e Camilo Salvador de Lorenci praticam canoa havaiana em Guriri há dois anos.
Foto: Divulgação

O esportista detalha que conheceu a canoa havaiana em Porto Seguro, onde residiu por dois anos. “Ao voltar para o Guriri, meu vizinho Camilo e eu investimos no equipamento e, com isso, hoje somos cerca de 60 pessoas treinando regularmente no Balneário” – enfatiza.

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Segundo Gabriel, a Ilha de Guriri é privilegiada e pessoas de todas as idades podem experimentar o esporte, tanto no rio quanto no mar. No entanto, é primordial usar os equipamentos de segurança, como coletes.

Já Camilo, que pratica a canoagem há dois anos, ressalta que o esporte não necessita de muitos equipamentos, mas é importante investir no aprendizado. “Para a prática do esporte de canoa havaiana é necessária técnica, que normalmente é passada por instrutores, além da canoa, colete, remos profissionais e vontade de se aventurar na prática de um esporte diferente” – complementa.

Foto: Divulgação

 

Foto do destaque: Divulgação

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