Por
Wellington Prado
e Tatiana Milanez
Repórteres
Indignado com a ação de criminosos que furtaram e vandalizaram em grandes proporções a Escola Municipal Lilazina Gomes de Souza, o prefeito Marcus Batista destacou que as forças de segurança estão empenhadas em localizar os autores para que sejam responsabilizados. “A Polícia Militar colocou o Serviço de Inteligência [P2], nossa Guarda Municipal também está empenhada e a Polícia Civil atua no caso. Quero achar esses criminosos” – disse para a Reportagem o chefe do Executivo, em tom de revolta, em entrevista no final da tarde de ontem.

Foto: Secom-PMSM/Divulgação
Marcus acrescenta que ainda não havia feito levantamento do prejuízo. No entanto, acredita que o valor deve superar os R$ 250 mil, já que, além de uma série de equipamentos furtados, a Prefeitura precisará refazer parte da obra, incluindo as instalações elétricas.
Em nota, a Prefeitura afirma que o diretor da unidade de ensino, localizada no Bairro Boa Vista –na região conhecida como Posto Esso–, Leandro Santos, disse que bandidos reviraram todas as dependências da escola e levaram absolutamente tudo o que encontraram pela frente. O inventário do prejuízo inclui 16 computadores, entre notebooks e PC’s, dois televisores Smart de última geração, impressoras, equipamentos de escritório, toda a fiação elétrica das salas de aula, condensadores de ar-condicionado, equipamentos de trabalho da empresa responsável pela reforma e até produtos de limpeza.
Os criminosos levaram ainda os fios que já estavam preparados para receber os novos aparelhos de ar-condicionado adquiridos pela Prefeitura.
Reforma prejudicada
Em entrevista, o prefeito Marcus Batista, que esteve nas dependências da escola fazendo uma vistoria depois do ataque, disse que até as obras de reforma já concluídas foram prejudicadas.
“Arrancaram um monte de grade com porta e tudo, arrancaram até reboco, o quadro elétrico que estava prontinho na sala com ar-condicionado que iria ser climatizada. Desde 2005 que a escola não recebia reforma. Iria voltar a aula na segunda-feira agora [dia 16] e esses vagabundos quebraram tudo”, frisa.

Foto: Secom-PMSM/Divulgação
O prefeito acredita que o retorno dos estudantes para o prédio da escola, agora, deve ser adiado em aproximadamente dois meses. “Acredito que vai mais uns 60 dias porque tem que refazer a instalação elétrica”.
Durante a reforma, os alunos estão estudando em outros locais. “Eles estão tendo aula, mas iriam voltar para o espaço deles, climatizado, bem melhor, com cozinha nova”, lamenta.
Polícia Militar registra ataque como vandalismo e furto
A Polícia Militar registrou o ataque na Escola Lilazina como invasão, vandalismo e furto. De acordo com o major Antônio Ednis Begamin Júnior, a PM trabalhava na manhã de ontem com uma suspeita, mas que até às 11h ninguém havia sido localizado. “Entraram, destruíram a escola, fizeram furtos. Temos uma suspeita e estamos trabalhando nela, com todo o nosso efetivo, empenhados nessa missão prioritária” – afirma.
Deic de São Mateus investiga o caso
A Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Espírito Santo respondeu para a Reportagem na tarde de ontem que o ataque na Escola Lilazina está sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de São Mateus. De acordo com a PCES, até a tarde de ontem, nenhum suspeito havia sido detido. “Para que a apuração seja preservada, nenhuma outra informação será repassada” – diz a Polícia Civil por meio de nota.
Foto do destaque: Secom-PMSM/Divulgação






