A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) defendeu a redução do chamado custo Brasil e também do spread bancário (diferença entre o que os bancos pagam na captação de recursos e o que eles cobram ao conceder um empréstimo para uma pessoa física ou jurídica). Para que o País cresça de forma sustentada, essas duas questões precisam ser enfrentadas, conforme destacou o presidente da Findes Léo de Castro.

Foto: Findes/Divulgação

De acordo com mensagem enviada à Rede TC pela assessoria da Findes, um levantamento inédito feito pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC) mostra que o custo Brasil, que são as despesas adicionais para se empreender no País, chegam a R$ 1,5 trilhão por ano, ou 22% do PIB. “Já os juros bancários cobrados chegam a 40% ao ano, enquanto a taxa Selic está em somente 4,25%”, enfatiza.

O estudo do MBC, que identificou que o custo Brasil representa 22% do PIB, foi desenvolvido ao longo de quatro meses no ano passado, em parceria com o Ministério da Fazenda.

Leo de Castro afirma que o levantamento fez uma comparação entre o custo de se empreender no Brasil em relação ao custo verificado nos países da OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

O estudo contemplou 12 itens relativos ao ciclo de vida de uma empresa, entre eles: abrir um negócio, financiamento, empregar capital humano, infraestrutura, ambiente jurídico e regulatório eficaz e pagamento de tributos. “Além das reformas que estão em andamento, o País precisa enfrentar essa agenda. Isso é um custo que é pago por todos nós, como contribuintes” – disse Léo de Castro.

PRODUÇÃO INDUSTRIAL

A Findes destaca que a produção industrial brasileira de 2019, divulgada pelo IBGE, recuou em 7 dos 15 locais pesquisados. As maiores quedas foram no ES (-15,7%) e MG (-5,6%), e na média geral a produção do País recuou 1,1%. Diretor executivo do Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies), Marcelo Saintive ressalta, porém, que as perspectivas para 2020 são positivas.

Léo de Castro observou, por exemplo, que a arrecadação de ICMS subiu 3% e o saldo positivo na geração de empregos é de cerca de 3 mil vagas. A previsão da LCA consultoria é que o Espírito Santo vai crescer 5,2% neste ano –a previsão da CNI é que o País vai crescer 2,5% e a indústria, 2,8%.

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