São Paulo – A hepatite viral é uma doença infecciosa que pode cursar de forma insidiosa durante anos no organismo, sem provocar qualquer sintoma. De acordo com a infectologista e consultora para Organização Nacional de Acreditação (ONA), Cláudia Vidal, enquanto a pessoa leva uma vida aparentemente normal, o vírus pode estar comprometendo silenciosamente o fígado e evoluir para uma cirrose, câncer hepático, e nos casos mais graves, exigir um transplante. “Esse é um dos grandes desafios das hepatites virais: o diagnóstico costuma acontecer somente quando a doença já está em estágio avançado”, observa.
Segundo dados do Ministério da Saúde, os números mostram a dimensão do problema. Entre 2000 e 2024, o Brasil registrou mais de 826 mil casos confirmados de hepatites virais, segundo últimos dados do Ministério da Saúde (não há dados de 2025). A hepatite C responde por 342.328 notificações (41,5%) e a hepatite B por 302.351 (36,6%), seguida pela hepatite A, com 174.977 casos (21,2%). As hepatites D e E representam menos de 1% dos registros.
“O maior motivo de preocupação está justamente nas hepatites B e C. Diferentemente da Hepatite A, elas podem se tornar crônicas e evoluir silenciosamente durante anos, aumentando o risco de cirrose e câncer do fígado” – reforça Cláudia Vidal.





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