A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) confirmou, segunda-feira (12), o primeiro caso de sarampo no Espírito Santo. Os exames para confirmação da doença comprovaram que uma moradora de Cariacica, que esteve em São Paulo entre os dias 14 e 21 de julho, adoeceu na volta ao Estado. São Paulo tem mais de 900 casos confirmados de sarampo e vários municípios considerados área de risco.

A adolescente, que tem 19 anos, ficou em isolamento domiciliar e os procedimentos de bloqueio vacinal seletivo nas pessoas que tiveram contato com ela foram realizados, além da varredura em cinco quadras no entorno do domicílio. A jovem está curada e passa bem. No Espírito Santo, 63 casos foram descartados dos 66 notificados como suspeitos de sarampo até segunda-feira. Dois permanecem em investigação e um foi confirmado.

A Sesa relata que acompanha os outros dois casos de pessoas com suspeita de sarampo. Nesta situação, enquanto a investigação está em andamento, foi realizado o bloqueio vacinal seletivo nas pessoas que tiveram algum tipo de contato com os casos suspeitos e o isolamento domiciliar dos mesmos.

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“Pedimos para que todos os profissionais de saúde fiquem atentos aos sinais e sintomas do sarampo, que são febre, manchas avermelhadas no corpo (exantema) acompanhados de tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, e notifiquem à Vigilância Epidemiológica municipal para que possa desencadear as medidas necessárias de controle. Como o contágio ocorre pelo ar, qualquer contato com uma pessoa doente apresenta um alto risco de transmissão” – esclareceu a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, Danielle Grillo.

A única forma de prevenção do sarampo é por meio da vacinação. A vacina contra o sarampo faz parte do calendário nacional de vacinação. A primeira dose é aplicada aos 12 meses de vida com a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A segunda dose é aplicada aos 15 meses na vacina tetra viral, que previne sarampo, caxumba, rubéola e varicela. Quem tem 1 ano até 29 anos deve ter comprovadamente duas doses da vacina tríplice viral. Para a população entre 30 e 49 anos, uma dose da vacina tríplice viral. Os trabalhadores da saúde, grupo de alto risco, devem ter duas doses da vacina tríplice viral, independente da faixa etária.

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RISCO EPIDEMIOLÓGICO

“No atual cenário de risco epidemiológico, o Ministério da Saúde indica que crianças de seis meses a menores de um ano de idade que residem ou vão se deslocar para municípios que apresentem surto de sarampo devem ser vacinadas contra a doença. Assim, no Espírito Santo, crianças que estão nesta faixa de idade e residem ou forem deslocadas para Cariacica, devem ser vacinadas” – destaca a Secretaria Estadual da Saúde.

Essa dose será considerada extra e a criança deverá receber mais duas doses, uma aos 12 meses e outra com 15 meses de idade, conforme calendário nacional de vacinação da criança. As crianças que irão se deslocar para municípios que se encontram em situação de surto de sarampo dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia também devem receber a dose da vacina tríplice viral no período mínimo de 15 dias antes da data prevista para o deslocamento.

HISTÓRICO

No Espírito Santo não há casos confirmados com transmissão dentro do território desde o ano 2000. Em 2013, entretanto, houve um caso importado da doença que, devido às ações imediatas de vigilância, não desencadeou outros casos.

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Vitória–ES

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