Especialista reforça importância da vacinação após 15 óbitos por meningite no Espírito Santo em 2026

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A meningite pode apresentar sintomas variados, dos quais os principais podem ser os seguintes: febre, dor de cabeça, vômito e dor no corpo. Também podem surgir manchas na pele, conhecidas como petéquias, além de rigidez na nuca. Foto: Freepik/Divulgação

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Tatiana Milanez

Repórter

Devido aos casos de meningite registrados no Espírito Santo neste ano, e também dos 15 óbitos confirmados em decorrência da doença, sendo dois em São Mateus, a médica referência técnica de Vigilância dos Vírus Respiratórios e Meningites, Mariana Ribeiro Macedo, reforça a importância da vacinação como prevenção da doença.

A meningite pode apresentar sintomas variados, dos quais os principais podem ser os seguintes: febre, dor de cabeça, vômito e dor no corpo. Também podem surgir manchas na pele, conhecidas como petéquias, além de rigidez na nuca.
Foto: Freepik/Divulgação

De acordo com a médica do Programa Estadual de Imunizações (PEI), da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), a vacinação é a principal forma de prevenção à doença. Ela reforça que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece imunizantes que protegem contra diversos agentes causadores da meningite. “Manter o cartão de vacinação atualizado é fundamental. Além disso, outras medidas, como evitar contato com pessoas doentes e manter hábitos de higiene, ajudam a reduzir o risco de transmissão” – afirma.

Segundo a doutora Mariana, não houve aumento significativo no número de casos de meningite no Estado, mas sim uma mudança no perfil epidemiológico. “Hoje observamos mais casos relacionados ao pneumococo, o que acompanha uma tendência nacional. Além disso, houve avanço no diagnóstico com a ampliação de exames laboratoriais, como o PCR, que permite identificar melhor os agentes causadores, ou seja, ao identificar precocemente, melhores são as chances de tratamento” – enfatiza.

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Mariana Ribeiro Macedo: “Manter o cartão de vacinação atualizado é fundamental”.
Foto: Divulgação

A médica explica que a meningite é considerada uma doença endêmica, com ocorrência ao longo de todo o ano, mas com maior incidência de casos bacterianos nos períodos mais frios. “A informação e a prevenção são essenciais. A vacina continua sendo a principal aliada para evitar casos graves e mortes” – reforça.

Casos no Espírito Santo em 2026

Conforme os dados apresentados pela Secretaria Estadual da Saúde, o Espírito Santo registrou 63 casos confirmados de meningite até o dia 4 de abril neste ano. Destes casos, 15 evoluíram para óbito.

Ainda de acordo com as informações da Sesa, dois óbitos foram no norte do Estado, em São Mateus. As vítimas no Município eram adultas, com idades de 26 e 38 anos.

Mas afinal, o que é meningite?

De acordo com a médica Mariana Ribeiro Macedo, a meningite é a inflamação das meninges —membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal— e pode ter diferentes causas. “Ela pode ser infecciosa ou não infecciosa. Na Sesa, monitoramos principalmente as meningites infecciosas, que podem ser causadas por vírus, bactérias ou fungos” – explica.

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Segundo Mariana, os sintomas da meningite podem se confundir com outras doenças, por isso, ir ao médico é importante para ser feita uma avaliação precisa pelo profissional. “Os sinais iniciais da doença podem ser semelhantes aos de outras infecções, o que exige atenção dobrada. Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça, vômito e dores no corpo. Em alguns casos, podem surgir manchas na pele, conhecidas como petéquias, além de rigidez na nuca” – alerta.

Diagnóstico e tratamento

Segundo Mariana, o diagnóstico da meningite é feito a partir da avaliação clínica e confirmado por exame do líquor –realizado por punção lombar, é um procedimento médico essencial para coletar e analisar o fluido que envolve o cérebro e a medula espinhal. A análise permite identificar a presença de infecção e, em muitos casos, o agente causador.

“Com o apoio laboratorial, conseguimos diferenciar se é uma infecção bacteriana, viral ou por fungos, o que direciona o tratamento adequado porque ele varia conforme a causa. Meningites bacterianas, por exemplo, exigem uso imediato de antibióticos, muitas vezes iniciados antes mesmo da confirmação laboratorial. Já os casos virais costumam ser tratados com medidas de suporte” – frisa.

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De acordo com a médica, embora qualquer pessoa possa contrair meningite, os grupos mais vulneráveis são crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido. “Os extremos de idade e indivíduos com doenças de base têm maior risco de desenvolver formas mais graves da doença” – enfatiza.

 

Foto do destaque: Freepik/Divulgação

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