ESPECIAL PAIXÃO DE CRISTO JAGUARÉ: “Todo ano é uma emoção diferente”

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A chegada de Jesus em Jerusalém montado em um jumento e aclamado pelo povo também foi representada no Auto da Paixão de Cristo do Grupo Teatral Renascer. Foto: Gean Martins-Martins Fotografia/Divulgação

Por

Wellington Prado

Repórter

Valdir Santiago participa do Grupo Teatral Renascer há cerca de 30 anos e, há aproximadamente 15, interpreta Pilatos. Ele recorda que quando o filho dele nasceu, agora com 12 anos, já era responsável por esse papel. Contudo, mesmo com tantas apresentações, frisa que todo ano é uma emoção diferente.

“Todo ano é uma sensação diferente por causa desses desafios que a gente enfrenta para preparar o teatro. Porque você se sente realizado, com sensação de dever cumprido. Você sente a emoção da cena, dos fatos que aconteceram com Jesus, aquele sofrimento pelo qual Ele passou para nos salvar” – manifesta.

Diante disso, Valdir aponta que é um conjunto de emoções que vive durante a encenação da Paixão de Cristo. “Leva uma emoção muito forte a todos os envolvidos”, sustenta.

Neste ano, o papel principal, que é o de Jesus Cristo, foi interpretado pela primeira vez pelo jovem Murilo Morelo Santos, da Paróquia São Cipriano. Com 20 anos, ele já participa do Grupo Teatral desde a infância, há 15 anos, e reforça a emoção que foi interpretar Jesus, considerando Ele o ser mais importante que passou no Mundo. “Jesus deixa para a gente uma mensagem de amor, paz e humanidade. Vejo que se inspirar em Jesus hoje é o melhor caminho”, destaca.

 

Encenação tem pegada de catecismo, avalia Zico

Um dos precursores e atualmente tesoureiro do Grupo Renascer, Atevaldo Inácio Gabriel, o Zico, frisa que a encenação do Auto da Paixão de Cristo ao longo dos anos lhe trouxe muito aprendizado. “Eu particularmente sempre fui envolvido em grupo de jovens, Pastoral da Juventude, aqueles eventos dos anos 90, 2000. E a gente acaba se motivando a participar desses projetos vinculados à igreja, com essa pegada de catecismo, evangelização” – reforça.

Zico destaca também a caminhada de aprendizado e convivência com o Grupo.  “É uma oportunidade de conviver com pessoas interessantes, aprender sobre tudo um pouco nesses projetos, trabalhar com pessoas, exercer liderança. Aprendo sobre carpintaria, eletricidade e, agora, sobre tecnologia. Então, vejo como uma oportunidade de aprender a cada ano uma coisa nova” – complementa.

Foto do destaque: Gean Martins-Martins Fotografia/Divulgação

 

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