“Nosso objetivo é atender todo o Espírito Santo. Trabalhar pela interiorização dos atendimentos de forma individual e também fomentando os projetos locais”. A declaração é do superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Espírito Santo, Pedro Rigo. Ele ressalta que “a diretoria continuará articulando parcerias para intensificar as atividades no interior do Estado”. Pedro Rigo lembra que o Sebrae-ES passou por reformulações para estar mais próximo dos empreendedores. A cada ano, de acordo com ele, são 55.000 atendimentos, em média, com crescimento de 10% no período.

Superintendente do Sebrae no Espírito Santo, Pedro Rigo: “Fizemos fusões gerenciais, aumentamos a efetividade, batemos as metas propostas, criamos novos produtos e direcionamos as ações do Sebrae-ES ao empreendedor antenado com as novas tecnologias”. Foto: Sebrae/Divulgação

Na entrevista exclusiva à Rede TC de Comunicações, o superintendente surpreende ao afirmar que, apesar do arrocho financeiro, foi possível aumentar o repasse de recursos do Sebrae nacional para a unidade do Espírito Santo. “Também fizemos nossa parte aumentando a captação de recursos próprios”, completa. Pedro Rigo salienta ainda que, neste cenário econômico, a missão do Sebrae é conduzir o empreendedor informal, o pequeno negócio informal, para a formalidade.

O superintendente do Sebrae-ES comenta ainda a possibilidade de extinção do Simples, pelo Governo Federal, ação que, se efetivada, impactará micro e pequenas empresas. “O ideal seria uma reforma que reduzisse a carga tributária de uma maneira geral, independentemente do porte da empresa. Somente assim justificaria a extinção do Simples” – afirmou Pedro Rigo. Confira a entrevista completa.

Tribuna do Cricaré – Qual a avaliação que o senhor faz das ações do Sebrae em 2019 no Espírito Santo? O que se destacou?

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Pedro Rigo – O Sebrae-ES passou por uma profunda alteração organizacional para se enquadrar neste novo momento econômico e, principalmente, para adequar-se às transformações no modelo de negócios que a sociedade capixaba e brasileira exigem. Fizemos fusões gerenciais, aumentamos a efetividade, batemos as metas propostas, criamos novos produtos e direcionamos as ações do Sebrae-ES ao empreendedor antenado com as novas tecnologias.

TC – Quantos empreendimentos capixabas o Sebrae atende a cada ano? Quais são os principais produtos/serviços oferecidos? Qual é a prioridade do Sebrae para o interior do Espírito Santo?

Pedro Rigo – O Sebrae atende uma média de 55 mil empreendimentos por ano e trabalha sempre para aumentar o número de atendimentos, registrando um crescimento de 10% ao ano. Entre os principais produtos/serviços oferecidos estão as consultorias do Sebraetec, que viabilizam aos pequenos negócios o acesso a serviços tecnológicos e de inovação, visando à melhoria de processos, produtos e serviços, bem como à introdução de inovações nas empresas e nos mercados; as consultorias de Plano de Negócios, que descrevem os objetivos de um negócio e quais os passos que devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e as incertezas para o empreendedor, empresa ou investidores; capacitações de forma geral, como oficinas, cursos e palestras. O Sebrae-ES também realiza Missões Empresariais, que oportunizam a grupos de empresas, conhecer e participar de eventos de negócios, feiras, empresas ou entidades de outros estados ou países. O objetivo é buscar novos conhecimentos, acessar novos mercados, identificar fornecedores, clientes, adquirir máquinas e equipamentos e a negociar e vender produtos. Nosso objetivo é atender todo o Espírito Santo. Trabalhar pela interiorização dos atendimentos de forma individual e também fomentando os projetos locais. A diretoria vai continuar articulando parcerias para intensificar as atividades no interior do Estado.

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TC – Os cortes de recursos no Governo Federal já têm afetado as ações do Sebrae no Espírito Santo?

Pedro Rigo – Não! Pelo contrário. Conseguimos aumentar o repasse de recursos do Sebrae nacional para a unidade do Espírito Santo. Também fizemos nossa parte aumentando a captação de recursos próprios. O quadro funcional do Sebrae-ES é formado por técnicos altamente capacitados, competentes e capazes de prospectar e entregar soluções adequadas e satisfatórias aos nossos clientes. A preocupação financeira sempre existe. As ameaças estão presentes, mas para as unidades do Sebrae nos estados que apresentam um bom plano estratégico de atividades, os recursos aparecem e são utilizados com responsabilidade.

TC – O crescimento da economia informal atinge patamar recorde. Que impactos essa situação tem para o desenvolvimento econômico em geral e o bem-estar da população?

Pedro Rigo – A economia informal é a maneira que o brasileiro encontrou para enfrentar o desemprego. Nossa missão é trazer esse empreendedor informal, pequeno negócio informal para a formalidade. Assim, é possível o acesso a linhas de financiamentos melhores, menos juros, novas oportunidades e, principalmente, respeito da população.

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TC – Em um cenário de incertezas, quais devem ser os caminhos para os pequenos negócios em 2020?

Pedro Rigo – O processo produtivo está mudando rapidamente. Profissões estão desaparecendo e outras sendo criadas com a inserção de novas tecnologias no cotidiano das pessoas. Em breve não teremos o emprego tradicional e, sim, ocupação produtiva. Hoje, o pequeno negócio é o maior gerador de emprego e renda. Essa tendência deve continuar em 2020. Nossa expectativa é um aquecimento das atividades neste ano. Estamos preparados, o Sebrae-ES está preparado para atender a demanda.

TC – O Governo Federal tem falado em realizar uma reforma tributária. Cogita-se inclusive em extinguir o Simples. Qual seria o impacto dessa medida na vida das pequenas e microempresas?

Pedro Rigo – Não existe uma proposta concreta de reforma tributária do Governo Federal. Existem, apenas, projetos que tramitam há vários anos. Entendo que o Simples surgiu para desburocratizar o pagamento dos impostos com redução da carga tributária sobre as microempresas. O ideal seria uma reforma que reduzisse a carga tributária de uma maneira geral, independentemente do porte da empresa. Somente assim justificaria a extinção do Simples. É o que o Brasil precisa.

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