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Em aula inaugural, diretora do MEC destaca papel da Medicina no desenvolvimento regional

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Por Wellington Prado e Claudio Caterinque – Repórteres

São Mateus – A aula inaugural do curso de Medicina do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), marcou não apenas o início da formação de uma nova turma de futuros médicos, mas também reforçou o papel da educação federal no desenvolvimento das regiões do interior do País.

Presente na solenidade, a diretora de Desenvolvimento Acadêmico do Ministério da Educação (MEC), Lúcia Campos Pellanda, ressaltou a importância da implantação do curso para a formação de profissionais e para o fortalecimento da saúde e da economia da região.

Em entrevista à Rede TC de Comunicações pouco antes de iniciar a aula inaugural do curso, a diretora do MEC disse que os estudantes precisam compreender, desde o início da graduação, a dimensão social da escolha pela Medicina, especialmente em uma região do interior.

“É importante falar da jornada da Medicina, da importância de aproveitar cada etapa desse caminho e da importância de eles estarem aqui hoje. A Medicina no interior é importante para o desenvolvimento da região e para a saúde da população” – afirmou.

Para a diretora do MEC, a presença de uma instituição federal de ensino superior em regiões afastadas dos grandes centros produz impactos que vão muito além da formação acadêmica. Ela destacou que, ao longo de suas visitas pelo País, tem observado como a instalação e o fortalecimento dos campi universitários contribuem para transformar as localidades onde estão inseridos.

“Tenho percorrido o Brasil, vou aos lugares mais afastados e vejo o quanto um campus de uma universidade ajuda a desenvolver a economia da região, ajuda a desenvolver a saúde, ajuda a desenvolver realmente a sociedade” – disse.

Lúcia defendeu ainda a educação como um dos principais instrumentos para a construção do futuro do país. “Para mim, a educação é o que constrói o futuro do país”, declarou.

Medicina como vetor de transformação regional

A chegada do curso de Medicina ao Ceunes é vista como um passo importante para ampliar a oferta de formação médica fora dos grandes centros e, consequentemente, contribuir para o atendimento das demandas de saúde da população da região.

Na avaliação da representante do MEC, a consolidação de um curso como esse está diretamente relacionada ao processo de desenvolvimento regional.

“A formação de novos profissionais em uma região do interior pode fortalecer a rede de saúde e criar novas oportunidades de desenvolvimento acadêmico, econômico e social. A presença da universidade também tende a movimentar outros setores, ampliando a circulação de estudantes, profissionais e investimentos e fortalecendo a relação entre a instituição de ensino e a comunidade” – reforça.

Diretora do MEC aponta caminhos para o Ceunes se tornar universidade independente

Outro tema abordado pela diretora do MEC, durante entrevista para a Rede TC de Comunicações, foi a possibilidade de o Ceunes, atualmente vinculado à Ufes, no futuro se transformar em uma universidade independente.

Lúcia Campos Pellanda afirmou que a discussão deve levar em consideração as características e o nível de desenvolvimento de cada região e de seus cursos. Para ela, não existe uma fórmula única para definir quando um campus está preparado para se tornar uma universidade autônoma.

“Muitas vezes, estar ligado a uma universidade grande e importante, como a Ufes, é melhor do que ser uma universidade nova. Mas depende muito de cada caso” – ponderou.

Segundo Lúcia, em algumas regiões, o crescimento de um campus pode fazer com que a instituição desenvolva uma identidade própria e reúna condições para uma eventual transformação em universidade.

“Às vezes, em algum lugar que é muito afastado, o campus já se desenvolveu tanto que já criou uma identidade própria, ele pode se transformar em universidade”, explicou.

Ela citou como exemplo o surgimento de novas instituições federais com identidades e características específicas, mencionando universidades voltadas a áreas ou públicos determinados, como a universidade indígena, a universidade do esporte e a universidade da fronteira.

Para a diretora, portanto, uma possível emancipação do Ceunes deve ser analisada a partir da realidade local, considerando a evolução dos cursos, o desenvolvimento da região e a identidade construída pelo campus ao longo do tempo.

“Depende muito da região, dos cursos, de como vão acontecendo as coisas”, afirmou.

A a diretora Lúcia destacou que o fortalecimento da estrutura existente é o ponto de partida para qualquer projeto futuro.

“Mas o primeiro passo é estar aqui, fincar pé aqui e começar a desenvolver”, concluiu.

POLO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR

A fala reforça a importância da consolidação do Ceunes como polo de educação superior, pesquisa e formação profissional no norte do Espírito Santo. Com a implantação do curso de Medicina, o campus amplia sua atuação e passa a ocupar um espaço ainda mais estratégico na formação de profissionais e no desenvolvimento regional.

A diretora de Desenvolvimento Acadêmico do MEC, Lúcia Campos Pellanda, destacou o papel estratégico da Medicina e da educação federal no desenvolvimento do interior e falou sobre as perspectivas para o futuro do Ceunes. – Foto: Wellington Prado/TC Digital

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