Por
Tatiana Milanez
Repórter
Coordenador dos guarda-vidas de São Mateus, Carlos Henrique Pestana Barbosa, o Tutu, reforça o alerta para mateenses e turistas quanto às marés de retorno no mar de Guriri, que podem causar afogamentos se a pessoa não souber como lidar. Segundo ele, é imprescindível que os banhistas procurem os guarda-vidas para se informar sobre horário e local adequado para entrar no mar.

Foto: Secom-PMSM/Divulgação
“Às vezes, mesmo com as bandeiras que estão sinalizando os locais de perigo, os banhistas não respeitam e entram na água naquele ponto, ou seja, no local não indicado. O ideal é que os banhistas se informem com os guarda-vidas que estão de prontidão, que serão muito bem orientados. A corrente de retorno é o que tem de mais perigoso aqui na nossa área. Por isso, é tão importante conversar com o guarda-vidas antes de entrar no mar” – reforça Tutu.

Foto: Secom – PMSM/Divulgação
Na sexta-feira (2), o prefeito Marcus Batista e o coordenador dos guarda-vidas já haviam pedido cautela para moradores e turistas com relação às marés de retorno no mar de Guriri, em vídeo distribuído pela Secretaria Municipal de Comunicação. Naquele dia, foram realizados 32 resgates, segundo estimativa feita por Tutu.
De acordo com balanço apresentado pelo coordenador dos guarda-vidas sobre a atuação dos profissionais entre os dias 22 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro (domingo) no litoral mateense, foram realizados 174 resgates no mar, nove pessoas foram atendidas por afogamento sem óbito, foram registrados nove atendimentos pré-hospitalares, 65 crianças perdidas foram localizadas e um total de 38.124 ações preventivas foram realizadas.
ORIENTAÇÕES E AVISOS
Tutu detalha que as ações preventivas incluem orientações sobre correntes de retorno e avisos sobre águas perigosas. Ele destaca que neste verão são 36 profissionais atuando como plantonistas nas praias de Barra Nova, Uruçuquara, Bosque e área central de Guriri.
O que é corrente de retorno e o que fazer?
Corrente de retorno (ou vala/repuxo) é um forte fluxo de água que puxa da beira para o mar aberto, perigoso para banhistas, e se identifica por um canal de água mais escura, sem ondas ou com ondas quebrando menos, geralmente entre bancos de areia. Para identificar, procure por áreas com água mais escura e calma, onde as ondas não quebram como nas laterais, e observe a direção do fluxo, que puxa para o mar. Se cair em uma, não lute contra ela, nade de lado (paralelo à praia) até sair do canal e depois retorne à costa com as ondas.
Como identificar
- Água mais escura: A água na corrente é mais profunda e/ou carrega mais sedimentos, parecendo mais escura que o entorno.
- Menos ondas: É um trecho mais calmo, sem a espuma das ondas que quebram em bancos de areia próximos.
- Canais “lisos”: Parece um caminho reto e mais liso que leva para o mar, onde as ondas quebram de forma diferente.
- Sinalização: Bandeiras vermelhas ou amarelas podem ser colocadas pelos salva-vidas sinalizando risco.
- Localização: Comum perto de estruturas (molhes, píeres) ou em canais formados por bancos de areia.
O que fazer se for pego
- Mantenha a calma: O pânico é o maior inimigo.
- Não nade contra: Não tente nadar direto para a praia, pois a corrente é mais forte que você.
- Nade de lado: Nade paralelo à praia (para a direita ou esquerda) para sair do canal.
- Flutue: Se não conseguir nadar para o lado, apenas flutue e tente boiar; a corrente vai se dissipar e te soltar.
Foto do destaque: Secom-PMSM/Divulgação




