Por
Claudio Caterinque
Repórter
O Centro Integrado de Comando e Controle para o Enfrentamento dos Impactos do Fenômeno El Niño (CICC El Niño) apresentou ontem o segundo Boletim de Monitoramento dos Impactos do El Niño 2026/2027. O documento aponta que o fenômeno continua em intensificação e reforça que o Espírito Santo mantém monitoramento permanente e ações preventivas para reduzir possíveis impactos à população.
As projeções indicam 81% de probabilidade de o El Niño atingir a categoria muito forte entre a Primavera e o início do Verão, com pico previsto entre outubro e dezembro. Além disso, há 97% de chance de o fenômeno permanecer ativo até o primeiro quadrimestre de 2027.
Apesar desse cenário, o boletim aponta que o Estado segue em situação de normalidade operacional. No entanto, o boletim mostra que todo o território capixaba já apresenta condição de seca fraca, com reflexos iniciais na umidade do solo e na disponibilidade de água, o que exige acompanhamento constante.
“A Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH) monitora continuamente as principais bacias hidrográficas do Espírito Santo. Os dados mais recentes indicam que, de forma geral, a disponibilidade hídrica permanece abaixo do esperado para esta época do ano, reforçando a necessidade de vigilância permanente” – destaca o Governo do Estado.
O levantamento também registra uma redução de aproximadamente 32% nos focos de calor em comparação com a semana anterior, resultado influenciado pela passagem de uma frente fria. Apesar da diminuição, as características da estação seca mantêm elevado o risco de incêndios em vegetação, exigindo atenção da população e dos órgãos responsáveis.
Coordenado pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec-ES) e pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), o CICC El Niño reúne representantes de diversos órgãos estaduais para acompanhar os impactos do fenômeno e subsidiar a tomada de decisões estratégicas.
O Governo do Estado reforça a importância da colaboração da população, com medidas como o uso consciente da água, a prevenção de queimadas, a manutenção da hidratação durante os períodos de baixa umidade e o acompanhamento dos alertas emitidos pelos canais oficiais.
Foto do destaque: Claudio Caterinque/TC Digital






