OBJETIVO É QUE SEJA CRIADO UM SISTEMA DE RECIFES ARTIFICIAIS MARINHO NO LITORAL DE SÃO MATEUS. A DESMONTAGEM E REMOÇÃO DE ESTRUTURAS DA PETROBRAS NO CAMPO DE CAÇÃO DEVE SER INICIADA ATÉ 2020

Gestor ambiental, Eduardo Rodrigues da Cunha, o Duzinho, iniciou uma corrida contra o tempo pedindo à Petrobras que a disposição final das estruturas das Plataformas de Cação (PCA 1, PCA 2 e PCA 3), seja feita no mar de Uruçuquara, possibilitando assim a formação de um recife artificial no litoral mateense.

A Petrobras recebe até a próxima segunda-feira (6), propostas de empresas interessadas em participar da licitação, com abrangência internacional, para descomissionamento, desmontagem e remoção, de três plataformas marítimas fixas no campo de Cação, no litoral de São Mateus, e que estão desativadas. Os serviços deverão ser iniciados até 2020, com prazo de conclusão em 90 dias.

Em entrevista à Rede TC, Duzinho explicou que há 20 anos deseja a criação de um sistema de recifes artificiais no litoral norte capixaba. No início dos anos 2000, o objetivo era afundar, em São Mateus, o navio Victory 8B, abandonado no Porto de Vitória. Porém, o naufrágio controlado foi feito em Guarapari.

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Duzinho disse ainda que teve uma reunião na Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, com o secretário Fabrício Hérick Machado e o subsecretário Elber dos Reis Tesch, e que eles demonstraram interesse em levar o assunto ao governador Renato Casagrande.

O gestor ambiental afirma que levará uma proposta para apresentar ao Governo do Estado nesta quinta-feira (2), pedindo que o governador intervenha e peça à Petrobras o afundamento das plataformas no litoral mateense. “O que precisa é de um pedido do governador. No lugar em que está, beneficia São Mateus e Linhares. Depende de entendimento e boa vontade da Petrobras”.

 PETROBRAS

A Rede TC enviou a demanda por e-mail ao setor de Imprensa da Petrobras, conforme recomendado pela própria estatal. No entanto, a assessoria de comunicação pediu prazo até esta quinta-feira (2) para encaminhar a resposta.

Campo de Cação ficou em operação por 32 anos

De acordo com informações obtidas na página da Petrobras na internet, o Campo de Cação (PCA-1, PCA-2, PCA-3), na Bacia do Espírito Santo, teve a primeira produção de óleo em águas rasas da região em 1978. O Campo do Cação encerrou o ciclo de produção em 2010 e o projeto de desativação e remoção das plataformas foi aprovado pela ANP, pelo Ibama e pela Capitania dos Portos do Espírito Santo.

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O ativo chegou a produzir, no pico, quase 500 barris/dia de óleo e cerca de 10 milhões de m3/d de gás. Quando foi desativado, em 2010, produzia o volume médio de 52 barris/dia de óleo. O edital prevê a retirada de todos os equipamentos e materiais de superfície, como passarelas, guindastes, topsides e jaqueta, além de materiais identificados com a presença de radiação de ocorrência natural (NORM, na sigla em inglês).

O escopo inclui ainda serviços de corte de equipamentos e estruturas submarinas, como estacas, condutores e tubulações em profundidade de até 1,5 m abaixo do assoalho marinho. O abandono dos poços do campo foi concluído em setembro de 2016.

São Mateus-ES

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