Diretor do Sindipetro-ES, Reinaldo Alves de Oliveira avalia que os cortes de benefícios anunciados pela Petrobras são para pressionar os trabalhadores a aceitarem proposta anterior da empresa “que já vinha com perdas de direitos”. Reinaldo está em Curitiba para atos da Federação Única dos Petroleiros (FUP) que acontecem nesta quinta-feira (3) em comemoração aos 66 anos da estatal. Ele adiantou que os dirigentes sindicais aproveitam os encontros para discutir quais ações serão tomadas em decorrência da medida anunciada terça-feira (1º) da Petrobras.

Diante do impasse nas negociações com os sindicatos sobre o acordo coletivo de trabalho, a Petrobras comunicou que começará a retirar benefícios e migrar para a legislação trabalhista vigente, “uma vez que, na ausência de acordo coletivo, a empresa não pode ter práticas distintas das previstas em lei”.

O acordo atual encerrou na terça e garantia aos empregados benefícios como adicional de férias de 100% do salário, adicionais por tempo de serviço ou ajuda para educação dos filhos na universidade. De acordo com a Petrobras, neste mês começam a ser cortados outros benefícios educacionais, adicional de trabalho no Amazonas, gratificação por trabalho em campo terrestre, entre outros.

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Reinaldo salienta que a estatal já vinha ameaçando tomar essas medidas. Entretanto, ele entende que, como o acordo coletivo está em negociação, com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Petrobras deveria renovar o acordo anterior e continuar negociando. “Estamos discutindo nesta semana as ações a serem feitas mediante a decisão da empresa”, reforça Reinaldo. Ele salientou que a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) também discute ações a serem tomadas.

ATO EM VITÓRIA
Reinaldo acrescentou que o Sindipetro-ES também participa do Ato em defesa da Educação e da Soberania Nacional, nesta quinta-feira (3), às 17h, em Vitória. Os petroleiros caminharão junto com estudantes da Ufes de Goiabeiras até a sede da Petrobras, na Reta da Penha. O sindicalista frisa que este ato ocorre também em Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador, não sendo relacionado aos cortes e sim em defesa da Petrobras, “contra as privatizações no setor”.

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