domingo, dezembro 14, 2025
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DIA MUNICIPAL DA MÃE ATÍPICA: Presidente de coletivo de Guriri comemora criação de data e faz alerta sobre saúde mental das mães

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Por

Tatiana Milanez

Repórter

Para celebrar as mães que enfrentam desafios específicos na criação de seus filhos, incluindo aqueles com deficiências, síndromes, Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou outras condições, foi instituído em São Mateus o Dia Municipal da Mãe Atípica. A data passa a ser comemorada anualmente em 10 de agosto, conforme a Lei 2.404/2025, de 20 de novembro.

Presidente do Coletivo de Mães Atípicas do Norte do Espírito Santo – Ilha de Guriri, Ludneia Francisca Nascimento, a Lurdinha, considera a legislação importante, mas chama atenção para a necessidade de suporte à saúde dessas figuras maternas. “Percebemos que as mães [atípicas] estão doentes. Elas também precisam de tratamento. Então, novamente fizemos uma parceria com a Apae [Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais], que disponibilizou um psicólogo que atende atualmente 80 mães de crianças atípicas. Essas mães precisam de atenção e de suporte para poder ter resistência e conseguir cuidar dos filhos da melhor forma” – salienta.

O Coletivo de Mães Atípicas do Norte do Espírito Santo – Ilha de Guriri realizou uma série de atividades neste ano, como uma festa para as crianças em outubro, com atrações como pula-pula, pintura de rosto, almoço, dentre outras.
Foto: Divulgação

Lurdinha detalha que a Apae de São Mateus realiza o atendimento a portadores de condições especiais e familiares por meio do Serviço Especializado de Reabilitação para Pessoas com Deficiência Intelectual e Autismo (Serdia), da Secretaria Estadual da Saúde. Segundo ela, o serviço oferece atendimento com psicólogo, neurologista, fonoaudiólogo, psiquiatra, além de terapia ocupacional.

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AMPLIAÇÃO DA APAE

A presidente do Coletivo salienta que todo o grupo de cerca de 170 mães atípicas mateenses está feliz com as conquistas já alcançadas, mas enfatiza que um outro objetivo é lutar pela ampliação da Apae de São Mateus. “O nosso maior sonho aqui em São Mateus é ampliar a Apae, porque tem mais de cem pessoas na fila aguardando vaga. É um espaço pequeno para abranger tanta gente, queremos mais vagas para as nossas crianças” – enfatiza, acrescentando que foi eleita recentemente presidente da Apae São Mateus, cargo que deve assumir a partir de janeiro de 2026.

 

Lurdinha afirma que coletivo já está alinhando manifestações e comemorações para 2026

A presidente do Coletivo de Mães Atípicas do Norte do Espírito Santo – Ilha de Guriri, Ludneia Francisca Nascimento, a Lurdinha, afirma que o grupo –formado em 2020– articula a criação de uma associação e que, para o dia 10 de agosto de 2026, as manifestações e comemorações em alusão à data já estão sendo alinhadas. “Vamos ter passeata aqui dentro de Guriri, sendo o maior reduto [de diagnósticos], hoje com mais de 400 autistas. Teremos carreata, encontros com palestras e conscientização junto à população. Já estamos nos preparando” – adianta.

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Ludneia Francisca Nascimento, a Lurdinha, é presidente do Coletivo de Mães Atípicas do Norte do Espírito Santo – Ilha de Guriri.
Foto: Divulgação

Conforme a lei municipal –fruto de projeto de lei de autoria da vereadora Professora Valdirene–, o poder executivo poderá, na data de 10 de agosto, promover ações de conscientização, palestras, campanhas educativas e atividades de valorização das mães atípicas e de seus filhos, em parceria com entidades da sociedade civil, instituições de ensino e associações voltadas à defesa dos direitos da pessoa com deficiência.

 

 

Dedicação à garantia de direitos dos autistas

 

Ludneia Francisca Nascimento, a Lurdinha, salienta que conhece bem a realidade de uma vida dedicada a pessoas com condições de neurodiversidade. Além de sobrinhos diagnosticados com necessidades especiais, Lurdinha é mãe da Hortênsia, de oito anos, diagnosticada com autismo, Transtorno Opositor Desafiador  (TOD), Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e ansiedade infantil. O filho mais velho, João Pedro, de 14 anos, também tem o mesmo diagnóstico. Lurdinha afirma estar na luta pela inclusão de garantia de direitos dos autistas há mais de dez anos.

Ela recorda que, em 2020, criou o Coletivo em parceria com a Apae e com uma creche de Guriri. “Tinham algumas crianças especiais nessa creche, mas que não tinham diagnóstico. Foi então que um médico, cedido pela Apae, começou a atender as famílias e diagnosticou 40 crianças só nessa creche. Depois, a parceria migrou para uma escola, também em Guriri, e o número de diagnósticos na ocasião passou para 140” – relata Lurdinha.

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Foto do destaque: Divulgação

 

 

 

 

 

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